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Encontro "Em vivo contato com quem?"

No sábado, dia 21 de novembro, das 17h, às 19h, a Fundação Bienal de São Paulo promove o encontro presencial Em vivo contato com quem?. O evento ocorrerá no 3º pavimento do Pavilhão da Bienal e seguirá todas as recomendações de segurança estabelecidas para as instituições culturais. 

Na Semana da Consciência Negra, convidamos todas e todos para uma conversa sobre artes africanas e afro-brasileiras nas Bienais de São Paulo, com a participação de Luciara Ribeiro, Tiago Gualberto e Renato Silva. No encontro também serão apresentados artistas participantes da mostra Vento, que integra a programação da 34ª Bienal de São Paulo.

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Montagem da 12ª  Bienal com vista para obra da Equipe Três (Lydia Okumura, Genilson Soares e Francisco Iñarra), <i>Pontos de Vista</i>. © Autor não identificado
Montagem da 12ª Bienal com vista para obra da Equipe Três (Lydia Okumura, Genilson Soares e Francisco Iñarra), Pontos de Vista. © Autor não identificado

Retomando a conhecida expressão de Lourival Gomes Machado ao apresentar os objetivos da 1ª Bienal, em 1951 – “colocar a arte moderna do Brasil, não em simples confronto, mas em vivo contato com a arte do resto do mundo” – o encontro lança algumas perguntas que vêm surgindo à medida em que procuramos construir outras narrativas sobre a principal exposição internacional de arte contemporânea do país, que completará 70 anos em 2021. Qual foi a participação dos artistas africanos e afro-brasileiros nas Bienais de São Paulo? Quais movimentos, ideias e estéticas tomam corpo na produção desses artistas? É possível perceber diálogos entre essas produções, ou seus caminhos pelo Pavilhão da Bienal percorrem vias independentes?

Ao trazer à tona essas perguntas, ressoamos questionamentos levantados há décadas por artistas, pesquisadores e pensadores, buscando imaginar histórias e discursos plurais sobre arte, para além de narrativas hegemônicas. 

Encontro Em vivo contato com quem?
21 de novembro (sábado)
das 17h às 19h
Inscreva-se aqui 
40 vagas
O evento também será transmitido ao vivo no Instagram da Bienal

Programa

Bienal e o discurso da internacionalização das artes: a experiência das artes africanas. 
Luciara Ribeiro

Pontos de Vista de uma ação: Arte (afro-brasileira) para além da propaganda
Tiago Gualberto

Artistas negros importam. Desde quando?
Renato Silva

Luciara Ribeiro é educadora, pesquisadora e curadora. Interessa-se por questões relacionadas a descolonização da educação e das artes e pelo estudo das artes não ocidentais, em especial as africanas, afro-brasileiras e ameríndias. É mestra em História da Arte pela Universidade de Salamanca (USAL, Espanha, 2018), onde foi bolsista da Fundación Carolina, e pelo Programa de Pós-Graduação em História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP, 2019), onde foi bolsista CAPES. É graduada em História da Arte pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP, 2014) com intercâmbio na Universidade de Salamanca (USAL, Espanha, 2012). É técnica em Museologia pela Escola Técnica Estadual de São Paulo (ETEC, 2015). Integrou a equipe de curadoria do Instituto Tomie Ohtake, e atualmente é diretora de conteúdo da Diáspora Galeria. 

Tiago Gualberto é artista visual, pesquisador e educador. Mestre em Artes Visuais e bacharel em Têxtil e Moda pela Universidade de São Paulo, atuou como pesquisador de conteúdos no Museu Afro Brasil entre 2015 e 2017 e atualmente integra a The Alternative Art School (EUA), como professor convidado. Entre os prêmios recebidos, foi artista residente no Tamarind Institute, integrado a New Mexico University durante o programa Afro: Black Identity in America and Brazil, em 2012. Neste mesmo ano se destacou como finalista da categoria Artes Visuais do Programa Nascente, promovido pela Pró-reitoria de Cultura e Extensão USP e, em 2015, recebeu a Bolsa Funarte de Fomento aos Artistas e Produtores Negros - MinC, por seu trabalho Lembrança de Nhô Tim. Em 2017, Gualberto foi um dos dez líderes brasileiros selecionados para participar de uma mesa redonda com o Presidente Barack Obama em São Paulo.

Renato Silva é pesquisador e curador, formado em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Realizou a curadoria da exposição CONSTRUÇÃO na Mendes Wood DM, São Paulo em 2020; Let me begin again na Goodman Gallery em Cidade do Cabo, África do Sul em 2017; the boiling point | o ponto de ebulição na PSM Gallery em Berlin em 2015 e da exposição Genocide in Americas do artista Paulo Nazareth na Meyer Riegger Gallery em Berlim em 2015. Participou como curador adjunto da exposição The Poetry in Between: South-South na Goodman Gallery na Cidade do Cabo, Africa do Sul em 2015. Também foi curador da exposição Vendeta: a intifada do artista Fabio Baroli na Funarte Recife em 2012. Publicou ensaios em livros e catálogos sobre as exposições Soft Power, Arte Brasil no Kunsthal kAdE em Amersfoort, Holanda; Esconderijo de Aguapés do artista Daniel Murgel no Centro Cultural Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte no Ceará em 2010; Pau Brasil is over do artista Nunca na Le Feuvre em Paris em 2009; Vertigem dos artistas OSGEMEOS no Museu Oscar Niemeyer em 2008 e FAAP em 2009; The flowers in this garden were planted by my grandparents dos artistas OSGEMEOS no Museum Het Domein Sittard na Holanda em 2007 e para as exposições A casa sem paisagem de Daniel Murgel 2010 e Argonauta do artista Leopoldo Ponce em 2008. Foi produtor da 29ª Bienal de São Paulo. Exerce a função de diretor da galeria Mendes Wood DM e dedica-se a pesquisa de novos artistas contemporâneos.