Bené Fonteles • Conversas para adiar o fim do mundo: Poéticas e resistências indígenas
15 Nov 2016 - 15 Nov 2016
17:00 - 19:00
Pavilhão da Bienal • Ágora: OcaTaperaTerreiro (Piso térreo) e Auditório (1º subsolo)

Davi Kopenawa, Ailton Krenak e Claudia Andujar se reúnem a convite do artista Bené Fonteles para conversar sobre mito-poética, narrativas e cosmovisões do mundo. 

Davi Kopenawa Yanomami é um xamã Yanomami e uma importante liderança política no cenário indígena brasileiro. Ainda criança, viu a população de sua terra natal ser dizimada por epidemias trazidas pelo contato com o homem branco. Trabalhou na Funai como intérprete e na década de 1980 mudou-se para a aldeia Watoriki, onde foi iniciado como xamã. Foi um dos responsáveis pela demarcação do território Yanomami em 1992. Em 2010, sua autobiografia La chute du ciel, escrita em parceria com o antropólogo francês Bruce Albert, foi lançada na França e em 2015 lançada em português no Brasil, com o título A queda do céu.

Ailton Krenak é um militante indígena dos direitos humanos. Nasceu em 1953, no Vale do Rio Doce, Minas Gerais, no povo dos Krenak. Fundou e dirige o Núcleo de Cultura Indígena e o Festival de Danças e Culturas Indígenas, na Serra do Cipó (MG). É autor de textos e artigos publicados em coletâneas no Brasil e exterior e em 2015 publicou, dentro da série Encontros, da editora Azougue, o livro que leva seu nome e reúne entrevistas concedidas ao longo dos últimos 30 anos.

Claudia Andujar nasceu na Suíça, passou a infância e a adolescência fugindo da perseguição nazista. Em 1955 mudou-se para o Brasil. Aqui, iniciou sua carreira como fotógrafa e trabalhou para diferentes publicações nacionais e estrangeiras. Em 1970, foi enviada à Amazônia pela revista Realidade para trabalhar em uma edição especial sobre a região. Durante a viagem teve seu primeiro contato com os Yanomami, que fez com que ela se envolvesse profundamente com a questão indígena no Brasil e sua atuação foi fundamental para a demarcação da Terra Indígena Yanomami, em 1992.