A mais lembrada entre todas as Bienais, é conhecida como “Bienal da Guernica”, referenciando a mais famosa obra de Pablo Picasso, de 1937. Com quase o dobro de obras em relação à edição anterior, a 2ª Bienal foi realizada já no Parque Ibirapuera, aproveitando sua inauguração e ocupando dois pavilhões projetados por Oscar Niemeyer (1907-2012): o Palácio dos Estados (atual Pavilhão das Culturas Brasileiras) e o Palácio das Nações (atual Museu Afro Brasil). Estende-se até o ano seguinte, para fazer parte das comemorações do 4º Centenário da cidade de São Paulo.

Realizada pelo MAM-SP
Presidente do MAM-SP: Ciccillo Matarazzo
Diretor Artístico: Sérgio Milliet
Diretor Técnico: Wolfgang Pfeiffer
Na comissão artística: Flávio de Carvalho, Mário Pedrosa, Tarsila do Amaral
No júri de premiação: Herbert Read, Max Bill

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Sede da 2ª Bienal, o Palácio das Nações (atual Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, sede da prefeitura até 1992, e que hoje abriga o Museu Afro Brasil) © Autor não identificado
Registro do Palácio das Nações, construído para as comemorações do IV Centenário de São Paulo, em 1954 © Autor não identificado
Alexander Calder, 'The Spider' [Grande Aranha], na Sala Especial: Alexander Calder © Autor não identificado
Visitante na Sala Especial: Alexander Calder © Autor não identificado
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“A arte moderna pode ser uma gargalhada sarcástica, exibir-nos uma vontade irreprimível de fuga, pode apresentar-nos um gesto paciente de colaboração, revelar-nos uma experiência de sintonização científica. Ela inquieta e perturba. Não raro conforta. Não é sempre uma expressão necessária. Daí sua fôrça, sua afirmação, sua razão de ser” 

MILLIET, Sergio. "Introdução". In II Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. São Paulo: Ediam, 1953, p.17 (catálogo de exposição)

"Durante a nossa estada em Veneza, tivemos a oportunidade de uma longa e profícua conversa com os comissários de diversos países. Submetemos à sua apreciação um plano novo, destinado não só a permitir que cada delegação pudesse oferecer-nos um panorama mais completo de suas atividades artísticas, mas ainda apresentar-nos, em salas especiais, a súmula de sua maior contribuição para a evolução da arte contemporânea. Sugerimos que cada país, ao lado de seus jovens artistas, enviasse a São Paulo um conjunto significativo do movimento em que se havia realçado particularmente ou uma amostra da obra de seu artista de maior renome universal".

MILLIET, Sergio. "Introdução". In II Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. São Paulo: Ediam, 1953, p.15 (catálogo de exposição)