Ciccillo Matarazzo deixa de ser o único mecenas da Bienal, e o evento passa por sua primeira crise econômica. A sexta edição ficou conhecida pelo caráter museológico e o predomínio do neoconcretismo, evidenciado pela presença revolucionária dos Bichos de Lygia Clark. Parte do júri de seleção é eleita pelos artistas. Primeira vez que a exposição recebe a delegação da URSS.

1 de outubro - 31 de dezembro de 1961

Realizada pelo MAM-SP
Presidente do MAM-SP: Ciccillo Matarazzo
Diretor geral: Mário Pedrosa
No júri de seleção: Bruno Giorgi, Ferreira Gullar, Lourival Gomes Machado
No júri de premiação: James Johnson Sweeney (museu Kunstammlung NRW, Düsseldorf)

Salas especiais

10 anos de Arte Concreta no Brasil, Afrescos Medievais da Iugoslávia, Albert Eckhout, Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Alicia Penalba, Antoine Mortier, Arnaldo Pedroso D'Horta, Arte Aborígene da Austrália, Arte Hispano-guarani no Paraguai, Barroco Missioneiro do Paraguai, Boudin e seu tempo, Bronzes Pompeia, Caligrafia Japonesa, Carybé, Chang Dai-chien, Danilo Di Prete, Di Cavalcanti, De Kooning, Estellita Lins, Evert Lundquist, Fayga Ostrower, Frans Masereel, Frans Post, Grupo da Universidade da Califórnia, Grupo de Caracas, Imagens Pernambucanas, Jacques Villon, Josef Albers, Josef Čapek, José Clemente Orozco, Julius Bissier, Kurt Schwitters, Lívio Abramo, Lynn Chadwick, Lagoa Santa (Desenhos Indígenas), Leonard Baskin, Marcelo Grassmann, Maria Jarema, Merlyn Evans, Milton Dacosta, Museu de Abijeau, Oswaldo Goeldi, Pedro Figari, Peter Lanyon, Raquel Forner, Reuben Nakian, Robert Motherwell, Roberto Matta, Samuel Román Rojas, Tesouros do Peru, Tomioka Tessai, Tran Tho, William Scott.

  • Eventos paralelos

  • 6ª Exposição Internacional de Arquitetura
    4º Concurso internacional de escolas de arquitetura

    Conselho Cultural e Artístico: Oswaldo Corrêa Gonçalves; no júri de premiação: Affonso Eduardo Reidy; salas especiais: Affonso Eduardo Reidy, Varsóvia de Ontem, Hoje, Amanhã, Elissa e Alvar Aalto, AL Mansfeld e Dora Gad, Amancio Williams, Rafael Leoz de La Fuente; entre os arquitetos brasileiros: Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha; entre os arquitetos estrangeiros: Philip Johnson, G. Rietveld.
  • 3ª Bienal de Artes Plásticas do Teatro
    Conselho Cultural e Artístico: Aldo Calvo; no júri de premiação: Felix Labisse, Jiří Kotalík (crítico checo); entre os selecionados: Joseph Svoboda, Nelson Leirner, Oscar Niemeyer.
  • 1ª Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas
  • Concurso de cartazes
  • Festival de cinema japonês
  • Seminário de cinema
  • Festival de curta-metragem
    Cinemateca Brasileira organiza a Mostra do Cinema Novo que apresenta o Cinema Novo brasileiro e a mostra História do Cinema Russo e Soviético. Filmes na Mostra do Cinema Novo: Aruanda (1959), de Linduarte Noronha; Arraial do Cabo (1959), de Paulo César Saraceni e Mário Carneiro; O mestre de Apipucos (1959), O Poeta do castelo (1959) e Couro de gato (1960), de Joaquim Pedro de Andrade; Um dia na rampa (1959), de Luiz Paulino dos Santos; Apelo (1960), de Trigueirinho Neto; Igreja (1960), de Sílvio Robato e Desenho abstrato (1960) de Roberto Müller.
  • Seminário de cinema

Cartaz da 6ª Bienal de São Paulo. Autor: Luis Osvaldo Vanni

“Se formos entrar no processo chamado de formação, é preciso dizer que a Cinemateca – no caso, a Cinemateca, no meu caso, e a informação mais profunda da área das artes em geral –, a Cinemateca é a escola virtual do Cinema Novo, porque ela começa a trabalhar sobre a difusão propriamente dita em 1958, 1961 e 1963. Essas três Bienais […] trazem consigo a maior exibição, a maior mostra de cinema mundial que o Brasil já teve. Isso tem uma informação que talvez vocês... Não sei se já têm. Mas o festival italiano, do cinema mudo até o neorrealismo; o cinema francês até a Nouvelle Vague; e o cinema russo e soviético até o Khrushchev. Tivemos a visão completa desse tripé. Esse é o tripé da informação audiovisual que nós recebemos nesse período de três anos. Foi um impacto impressionante. Mais de seiscentos filmes, setecentos filmes, foram trazidos para o Brasil, traduzidos ao vivo. Cada filme foi traduzido, porque a maioria não tinha . Os filmes russos e soviéticos não tinham. Nós tínhamos tradutores nas sessões fazendo...” 
Maurice Capovilla, cineasta (Fonte: Maurice Capovilla (depoimento, 2013). Rio de Janeiro: CPDOC, 2013. 35 pp. Disponível aqui)
Até a 5ª Bienal o regulamento enfatizava as artes plásticas. Mas a partir da 8ª Bienal o regulamento muda de tom:
“REGULAMENTO DA VI BIENAL DE SÃO PAULO
CAPITULO
Denominação e finalidade
Art. 1.· - A VI Bienal de São Paulo. exposição internacional de artes plásticas, organizada e dirigida pelo Museu e Arte Moderna de São Paula, realizar-se-á de setembro a dezembro de 1961, destinando-se à reunir trabalhos representativos da arte moderna.
Art. 2. 0
- O programa da VI Bienal de S. Paulo compreenderá; - Exposição De Pintura, Escultura, Gravura e Desenho; - Exposição de Arquitetura; - Concurso de Escolas de Arquitetura; - Exposição de Artes Plásticas do Teatro; e quaisquer outras manifestações artísticas que o Museu de Arte Moderna de São Paulo resolva promover”.
5ª Bienal de São Paulo
31 2015
5ª Bienal de São Paulo
02 2014
6ª Bienal de São Paulo
19 2013
5ª Bienal de São Paulo
27 2013
5ª Bienal de São Paulo
03 2012
2ª Bienal de São Paulo
13 2012
5ª Bienal de São Paulo
28 2011
5ª Bienal de São Paulo
26 2011