A Bienal começa a sofrer pressão política do poder público com o início da ditadura militar no Brasil, já sob o regime do presidente Castelo Branco. Na cerimônia de premiação, Maria Bonomi e Sérgio Camargo entregam ao então presidente da república moção em favor da revogação das prisões preventivas de Mário Schenberg, Fernando Henrique Cardoso, Florestan Fernandes e Cruz Costa. A despeito das complicações, consagrou-se a apresentação de uma sala dedicada ao surrealismo e à arte fantástica. Marcel Duchamp, com seu ready-made famoso Roue de bicyclette (1913), era visto ao lado de Max Ernst, Marc Chagall, Joan Miró, Jean Arp, Man Ray, Paul Klee, Paul Delvaux, René Magritte e Francis Picabia.

4 de setembro - 28 de novembro de 1965

Presidente da Bienal: Ciccillo Matarazzo
Secretária-geral: Diná Lopes Coelho (criará em 1969 o Panorama da Arte Brasileira no MAM-SP)
Na assessoria: Geraldo Ferraz, Sérgio Milliet, Walter Zanini
No júri de seleção: Mário Pedrosa, Mário Schenberg (físico e crítico de arte)
No júri de premiação: Jacques Lassaigne (crítico de arte francês), Werner Schmalenbach

Salas especiais

400 Anos de Pintura Colonial na América Latina, Carlos Botelho, Carlos Milan, Cícero Dias, Darel Valença Lins, Felícia Leirner, Fernando Lemos, Franz Weissmann, Jean Messagier, Joan Ponç, João Villanova Artigas, José Cuneo Perinetti, Kim Whanki, Lin Sheng-Yang, Marina Nuñez del Prado, Maximilian Feuerring, Nilda Nuñez del Prado, Oswaldo Arthur Bratke, Roberto De Lamonica, Surrealismo e Arte Fantástica, Victor Vasarely, Yolanda Mohalyi .

  • Eventos paralelos

  • 8ª Exposição Internacional de Arquitetura
    6º Concurso internacional de escolas de arquitetura

    assessoria: Oswaldo Corrêa Gonçalves; no júri de premiação: Garcia Pardo, Vilanova Artigas; entre os arquitetos brasileiros: Joaquim Guedes, Ruy Ohtake; entre os arquitetos estrangeiros: Jacob Zweifel, Pedro Ramírez Vázquez; salas especiais: Novas Igrejas na Alemanha, Arquitetura Visionária, Homenagem à Carlos Millan, Oswaldo Arthur Bratke, Vilanova Artigas.
  • 5ª Bienal de Artes Plásticas do Teatro
    assessoria: Aldo Calvo e Sábato Magaldi; organizador: Serviço Nacional do Teatro; orientação: Agostinho Olavo; no júri de premiação: Ryszard Stanislawski; entre os selecionados: Arlindo Rodrigues, Flávio Império, Félix Labisse.
  • 3ª Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas
    organizador: Câmara Brasileira do Livro; orientação: Jannart Murtinho Ribeiro.
  • Festival de cinema
  • Design de joias
    no júri de seleção: Aracy Amaral, Walter Zanini; entre os selecionados: Caio Mourão, Roberto Burle Marx, Amelia Toledo.
  • 1º Festival Internacional de Cinema de Animação
  • Concurso de cartazes do 1º Festival Internacional de Cinema de Animação
  • 1º Festival Latino-americano de filmes sobre arte
  • Concurso para escolha do símbolo da FBSP
  • Concurso de cartazes
  • Concurso: Aspectos da Bienal de São Paulo
  • Design de joias
  • Exposição: Arte Actual America y España
  • Exposição de Arquitetura Visionária
  • Exposição de Arquitetura Moderna das Igrejas da Alemanha
  • Festival de cinema
    organizador: Fundação Cinemateca Brasileira; orientação: Paulo Emílio de Salles Gomes e Rudá de Andrade.
  • Festival de música contemporânea
  • Mostra internacional de filmes sobre arte e cinema experimental

Cartaz da 8ª Bienal de São Paulo. Autor: Dersio Bassani

“Para essa edição da Bienal, foi realizado um concurso para a escolha do sinal da Fundação Bienal (“símbolo” era a denominação à época). O vencedor foi Aloísio Magalhães, um dos mais importantes designer brasileiros. O sinal foi modificado ao longo dos anos, sendo apresentado ora em preto e branco, ora em verde e azul, às vezes até em versão invertida de cores. Em 2010, sob a coordenação de André Stolarski, a equipe interna da Bienal reformulou o sinal, estabelecendo a versão monocromática já existente como a única válida.” 
6ª Bienal de São Paulo
19 2013
5ª Bienal de São Paulo
02 2013
5ª Bienal de São Paulo
03 2012
5ª Bienal de São Paulo
26 2011