A Bienal da arte pop foi inaugurada sob uma polêmica: a polícia federal, antes mesmo da abertura, retirou duas obras alegando que “feriam” as autoridades e a Constituição brasileira. A pintura O presente da carioca Cybèle Varela, por ser considerada antinacionalista – a obra foi destruída e a artista quase presa no DOPS –, e a série de Quissak Jr., Meditação sobre a Bandeira Nacional, que desrespeitava as leis da época que proibiam o uso livre do símbolo. A delegação estadunidense foi a responsável por apresentar o preciso recorte de arte pop que trouxe ao evento obras de Jasper Johns, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Robert Rauschenberg. Várias obras da exposição danificadas e a sala da representação estadunidense foi pichada poucos dias após a abertura. Júri de Premiação deixa de ser formado por comissários e passar a ser constituído por críticos de arte.

22 de setembro - 8 de dezembro de 1967

Presidente da Bienal: Ciccillo Matarazzo
Na assessoria: Geraldo Ferraz, Henrique Mindlin, Salvador Candia
No júri de seleção: Clarival Valladares (crítico de arte), Mario Schenberg
No júri de premiação: Frederico Morais, Geraldo de Barros, Robert Giron

Salas especiais

Arquitetura Pré-Colombiana do Peru, Bruno Giorgi, Carlos Federico Saez, Danilo Di Prete, Edward Hopper, Fernando Odriozola, José Laterza Parodi, Juan Manuel de la Colina, Julio Le Parc, Julio Pacello, Maria Bonomi, Maria Martins.

  • Eventos paralelos

  • 9ª Exposição Internacional de Arquitetura
    7º Concurso internacional de escolas de arquitetura
  • Exposição Internacional do Livro de Arte
  • 1ª Bienal de Ciência e Humanismo
  • Exposição: Visão da Música no Século 20
  • Exposição Internacional de Fotografia
  • Festival de música
  • Concurso de cartazes
  • Concurso de vitrina (Sindicato dos Lojistas)
  • Curso de arte
  • Mostra de Cinema Novo

Cartaz da 9ª Bienal de São Paulo. Autor: Goebbel Weyne

“Um fato inesperado também chamou a atenção: vândalos aproveitaram um blecaute de quase meia hora para depredar obras – uma das atingidas foi uma tela do inglês Richard Smith, o grande premiado da edição” 
(Fonte: Caderno especial “Bienal 60 anos”, Folha de São Paulo. Disponível aqui)
5ª Bienal de São Paulo
31 2015