Novamente boicotada pelos artistas, a Bienal foi inaugurada sob polêmicas e sofreu com o exílio de Mario Pedrosa, que estivera à frente da maioria das Bienais em sua primeira década, tendo assumido a direção-geral da 6ª e da 7ª edição. A seleção de artistas brasileiros foi feita a partir de uma pré-Bienal realizada no ano anterior.

Presidente da Bienal: Ciccillo Matarazzo
Comissão Técnica de Arte: Antonio Bento, Geraldo Ferraz, Sérgio Ferro
No júri de seleção (Artes plásticas): James Johnson Sweeney (Museum of Fine Arts, Houston), Lisetta Levi
No júri de premiação (Artes plásticas): James Gleeson, José Geraldo Vieira, Nello Ponente

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Kosuke Kimura, 'Situação Presente 6', na Sala Geral do Japão © Autor não identificado
Abertura da 11ª Bienal com as presenças de Jarbas Passarinho, Laudo Natel, Francisco Matarazzo Sobrinho e Roberto Costa de Abreu Sodré © Autor não identificado
Rafael Canogar, 'Los Revolucionarios' [Os Revolucionários] © Autor não identificado

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"Inspirou-se a Fundação Bienal, para formar a representação brasileira à XI Bienal, na possibilidade de uma seleção obtida através de uma Pré-Bienal. Era uma idéia que recebia o sôpro de todos os pontos do quadrante territorial. Uma convocação nacional deveria de tal forma produzir o que estava na essência viva daquela inspiração, e foi essa a prova experimentada por quantos apoiaram a solução, e tocados por ela, esperaram a resposta de todo o Brasil. Não tivemos uma resposta inteira. Mas, mesmo fragmentada, a resposta nos ofereceu a espetacular surprêsa de assinalar indicações em áreas inéditas do mapa"

FERRAZ, Geraldo. "Artistas selecionados na Pré-Bienal realizada em 1970". In XI Bienal de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1971, p.42 (catálogo de exposição)

"Na XI Bienal, em 1971, tentou-se contornar o esvaziamento causado pela conjuntura política do país com a organização de retrospectivas, para se cobrir ausências de peso. No setor do Brasil, foram escolhidos doze artistas premiados anteriormente para recompor a história das mostras na sala “Vinte Anos de Bienal”. Iberê Camargo, Lívio Abramo, Flávio de Carvalho, Felícia Leirner, Danilo di Prete, Carybé, Ademir Martins, Manabu Mabe, Yolanda Mohaly, Isabel Pons, Anatol Wadislaw e Wega Nery apresentaram retrospectivas de suas obras, completadas pela produção mais recente(...) Houve ainda a retrospectiva “A semana da Arte Moderna de 1922” e outra abrangendo a gravura nacional. Para Sala “Novos Valores” já tinham sido escolhidos, na Pré Bienal realizada no ano anterior, 30 artistas, em seleção feita por doze júris regionais".

MENDES, Liliana. Pesquisa Ciccillo Matarazzo. Vol. 1. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994

"Tempos difíceis para o Brasil e para a Bienal. De um lado, o país do milagre econômico e da conquista da taça Jules Rimet; de outro, o da repressão. Nesse ano em que desapareceu o deputado federal Rubens Paiva, em que foi assassinado o militante Carlos Lamarca, a Bienal não poderia ser diferente do que foi - um espelho".

AMARANTE, Leonor. As Bienais de São Paulo / 1951 a 1987. São Paulo: Projeto, 1989, p.211