Uma gigantesca boca elaborada por Vera Figueiredo “engolia” os visitantes da 12ª Bienal, demonstrando a força das derivações do neoconcretismo. A criação de instalações e ambientes que apelavam para todos os sentidos do espectador foi reunida no segmento Arte e Comunicação. Em substituição às comissões técnicas, a nova estrutura de seleção sob organização do Conselho de Arte Cultura (CAC) recusou 90% das obras brasileiras inscritas e a representação brasileira selecionou cem artistas por meio de júris regionais (Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba). Obras de Kandinsky são expostas pela primeira vez na América do Sul por meio da delegação francesa.

5 de outubro - 2 de dezembro de 1973

Presidente da Bienal: Ciccillo Matarazzo
Na comissão técnica de arte: Antonio Bento (crítico de arte), Vilém Flusser (filósofo)
No júri de seleção: Geraldo Ferraz, Clarival Valladares, Lisetta Levi, Walmir Ayala
No júri de premiação: Antonio Bento, Donald Baum (crítico de arte norte-americano), Jiří Kotalík

Salas especiais

Arte Concreta no Brasil, Arte Construída (homenagem à Ivan Serpa e Waldemar Cordeiro), Flávio de Carvalho (sala dos premiados), Humor gráfico como forma de comunicação (Ómar Rayo), Luis Díaz Aldana, Maria Martins, Nesch Rolf, Tarsila do Amaral, Tápio Wirkkala, Vasily Kandinsky.

  • Eventos paralelos

  • 1ª Bienal Internacional de Arquitetura
    entre os arquitetos destacados pelo júri de premiação: Ruy Ohtake, Jorge Wilheim e Miguel Juliano e Silva. 
  • 7ª Bienal de Artes Plásticas do Teatro
    no júri de premiação: Jiří Kotalik, Sábato Magaldi; entre os selecionados: Gian Carlo Gasperini, Plínio Croce, Salvador Candia, Oldrich Simacek.
  • Exposição de Joias Artísticas
    no júri de premiação: Alberto Beuttenmüller, Harry Laus; entre os selecionados: Ulla Johnson Krauel, Miriam Mamber.
  • Projetos de Artecomunicação / Arte e Comunicação
  • Concurso de cartazes
  • Exposição de Fotografias Artísticas
  • Quadrienal do teatro
  • Design de Joias

Cartaz da 12ª Bienal de São Paulo. Autor: Cláudio Moschella

Apesar de já prever manifestações diversas no regulamento da edição anterior – na seção “disposições gerais” –, na 12ª Bienal o documento já apresenta um capítulo tratando dessas possibilidades:
CAPITULO 11 Das manifestações
Art. 3.0 - A XII Bienal de São Paulo estará aberta às diversas manifestações atuais da criação artística, vindas de todos os continentes, realizando-se de 5 de outubro a novembro de 1973.
§ 1.0 - Será composta de: a) representação brasileira; b) representações do exterior, em salas nacionais sob a responsabilidade exclusiva dos países participantes; c) manifestações coletivas internacionais.
§ 1.° - As manifestações acima referidas constarão de: a) retrospectivas didáticas e históricas; b) temática; c) pesquisa e experimentação; d) “happenings”; e) simpósios e propostas de trabalho; f) experiências diversas, individuais e coletivas.
§ 3.0 - Objetivando aumentar o interesse do público no Brasil e no exterior serão tomadas, de acordo com as suas possibilidades, medidas pela Fundação Bienal de São Paulo e sugerida aos demais participantes a elaboração de videotapes e filmes (especialmente de TV) para divulgação prévia, em escala nacional e internacional, dos trabalhos e atividades constantes da XII Bienal de São Paulo.
§ 4.0 - Serão realizados filmes, para a documentação histórica e cultural e a divulgação posterior da manifestação.

publicações

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