Significativas mudanças marcaram a primeira Bienal sem Ciccillo: Bienal forma um Conselho de Arte e Cultura com liberdade para desenvolver o programa da exposição – dentre as novas regras está a exigência de que as Representações Nacionais devem seguir os temas propostos pela Bienal de São Paulo para a seleção de artistas, modelo inspirado novamente na Bienal de Veneza. Conselho de Arte e Cultura define três capítulos para a exposição: Exposições Antológicas (substituindo as salas especiais), Grandes Confrontos e Proposições Contemporâneas – esta última composta de sete temas: Arqueologia do Urbano, Recuperação da Paisagem, Arte Catastrófica, Vídeo Arte, Poesia Espacial, O Muro como Suporte de Obras, Arte Não-Catalogada.

1 de outubro - 30 de novembro de 1977

Presidente da Bienal: Oscar Landmann
No conselho de arte e cultura: Alberto Beuttenmüller (crítico de arte), Clarival Valladares, Maria Bonomi, Yolanda Mohalyi
No júri de seleção: Olívio Tavares de Araújo (crítico de arte), Radha Abramo (crítica de arte)
No júri de premiação: Clarival Valladares, Marcia Tucker (funda neste mesmo ano o New Museum of Contemporary Art, Nova York), Toshiaki Minemura

Salas especiais (Exposições Antológicas)

Alex Vallauri, Alfred Jensen, Arte Popular Peruana, August Puig, Benjamin Cañas, Chaibia, Jeram Patel, Lasar Segall, Laxma Goud, Mario Ceroli, Rufino Tamayo.

"Hoje apresentamos ao público uma Bienal que sofreu alterações radicais. Por primeira vez ela foi programada por um Conselho de Arte, ao qual outorgamos completa autonomia para ir ao encontro dos interesses dos artistas e dos críticos de arte. O novo regulamento, que apresentamos na introdução deste catálogo, foi elaborado pelo mencionado Conselho de Arte e está baseado na instalação de sete Proposições Contemporâneas de Salas Confronto e de Salas Antológicas." 
– Oscar P. Landmann, presidente da Fundação Bienal a partir da 14ª Bienal, texto de apresentação do catálogo.

Cartaz da 14ª Bienal de São Paulo. Autor: Regis Madureira Cardieri

"A Bienal deixa de ser, finalmente, um espaço de consagração, para se tornar um espaço de experimentação. O nivelamento das participações não será mais de caráter político, mas sim de criatividade. As fichas de inscrição e identidade foram elaboradas para fornecer um conhecimento profundo e adequado de cada concorrente, realçando os motivos de sua participação. Abolimos a palavra artista, substituída por autor-autoria; minimizamos a palavra arte, pois parece-nos que os termos obra ou projeto melhor correspondem à realidade de nossa busca." 
texto introdutório do catálogo da 14ª Bienal, assinado pelo Conselho de Arte e Cultura.
"Não deixa de ser curioso que como antídoto à previsível diversidade das representações nacionais fossem sugeridos temas que se dividiam em duas classes de questões: aquelas mais ou menos amplas e, em segundo lugar, as que meramente se referiam a linguagens e suportes expressivos, como o vídeo, a poesia e, por último, a arte não catalogada, o que é mesmo que tentar contemplar as categorias que não pertenciam às então existentes. Seja como for, a medida foi acertada e serviria como parâmetro para as edições futuras com excelentes resultados." 
Agnaldo Farias, curador, em texto sobre a 14ª Bienal no livro Bienal 50 anos.

publicações

2ª Bienal de São Paulo
04 2013
11ª Bienal de São Paulo
17 2013
5ª Bienal de São Paulo
03 2012