Significativas mudanças marcaram a primeira Bienal sem Ciccillo: a seleção de um Conselho de Arte e Cultura com liberdade para desenvolver o programa da exposição, dentre as novas regras está a exigência de que as Representações Nacionais sigam os temas propostos pela Bienal de São Paulo para a seleção de artistas, modelo inspirado novamente na Bienal de Veneza. O CAC define três capítulos para a exposição: Exposições Antológicas (substituindo as salas especiais), Grandes Confrontos e Proposições Contemporâneas – esta última composta de sete temas: Arqueologia do Urbano, Recuperação da Paisagem, Arte Catastrófica, Vídeo Arte, Poesia Espacial, O Muro como Suporte de Obras, Arte Não-Catalogada.

Presidente da Bienal: Oscar Landmann
Conselho de arte e Cultura: Alberto Beuttenmüller, Clarival do Prado Valladares, Leopoldo Raimo, Lisetta Levi, Marc Berkowitz, Maria Bonomi, Yolanda Mohalyi
No júri de seleção: Olívio Tavares de Araújo (crítico de arte), Radha Abramo (crítica de arte)
No júri de premiação: Clarival Valladares, Marcia Tucker (funda neste mesmo ano o New Museum of Contemporary Art, Nova York), Toshiaki Minemura

"Hoje apresentamos ao público uma Bienal que sofreu alterações radicais. Por primeira vez ela foi programada por um Conselho de Arte, ao qual outorgamos completa autonomia para ir ao encontro dos interesses dos artistas e dos críticos de arte. O novo regulamento, que apresentamos na introdução deste catálogo, foi elaborado pelo mencionado Conselho de Arte e está baseado na instalação de sete Proposições Contemporâneas de Salas Confronto e de Salas Antológicas."  – Oscar P. Landmann, presidente da Fundação Bienal a partir da 14ª Bienal, texto de apresentação do catálogo.
"Batatas, salames, gaiolas, pedaços de carne, veias, arames, terra, uma televisão ligada o tempo todo… Esse universo aparentemente caótico, que compunha a instalação Signos em Eco-Sistemas Artificiais, do Grupo dos Treze de Buenos Aires, deu à Argentina o privilégio de ser o único país latino-americano a receber o prêmio máximo da Bienal internacional de São Paulo”. "  Leonor Amarante em As Bienais de São Paulo/1951-1987
"Não deixa de ser curioso que como antídoto à previsível diversidade das representações nacionais fossem sugeridos temas que se dividiam em duas classes de questões: aquelas mais ou menos amplas e, em segundo lugar, as que meramente se referiam a linguagens e suportes expressivos, como o vídeo, a poesia e, por último, a arte não catalogada, o que é mesmo que tentar contemplar as categorias que não pertenciam às então existentes. Seja como for, a medida foi acertada e serviria como parâmetro para as edições futuras com excelentes resultados."  Agnaldo Farias, curador, em texto sobre a 14ª Bienal no livro Bienal 50 anos.

publicações

2ª Bienal de São Paulo
04 2013
11ª Bienal de São Paulo
17 2013
5ª Bienal de São Paulo
03 2012