A "Bienal das Bienais" foi uma retrospectiva das últimas catorze edições e trouxe para o pavilhão trabalhos nacionais e internacionais premiados desde 1951, além de artistas selecionados pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). Ao mesmo tempo, foi a primeira Bienal sem premiações, o que se perpetuaria definitivamente a partir da edição seguinte.

Presidente da Bienal: Luiz Fernando Rodrigues Alves
Assessor cultural: Carlos von Schmidt
Conselho de arte e cultura:Casimiro Xavier de Mendonça, Emmanuel von Lauenstein Massarani, Esther Emílio Carlos, Geraldo Edson de Andrade, João Cândido Martins Galvão Barros, Pedro Manuel Gismondi, Radha Abramo, Wolfgang Pfeiffer
Júri de seleção: Associação Brasileira de Críticos de Arte

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Abertura da 15ª Bienal com as presenças de Luiz Fernando Rodrigues Alves, presidente da Bienal, e de Paulo Maluf, governador de São Paulo © Autor não identificado
Abertura da 15ª Bienal com as presenças do arquiteto José Sommer Ribeiro, diretor da Fundação Gulbenkian, e do artista Anatol Wladyslaw © Autor não identificado
O presidente da Bienal Luiz Fernando Rodrigues Alves observando a obra de Ernest Pignon-Ernest, 'Intervention de Grenoble' © Autor não identificado
Vista da 15ª Bienal com obras do artista alemão Joseph Beuys © Autor não identificado
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"A grosso modo, tanto ‘a visão atual da produção dos primeiros prêmios das Bienais Internacionais de São Paulo, desde sua fundação’, quanto ‘a visão contemporânea da arte através da produção recente’, permitirão que se estabeleçam parâmetros para possíveis análises comparativas que, sem dúvida, revelarão aspectos inéditos, considerando-se os níveis de leitura que a mostra propiciará. A diversidade de técnicas, por sua vez, conduzirá estas leituras em função das manifestações artísticas, que se desenvolverão através dos tradicionais suportes como a tela, o papel, o filme, o ferro, a madeira, ou dos novos suportes como o corpo humano (Body Art, Performance), como a utilização do espaço e do ambiente (Enviroment Art), como o video tape (Video Art)".

Conselho de Arte e Cultura. "Apresentação". In 15ª Bienal Internacional de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1979, pp.18-19 (catálogo de exposição)

"Chegava a hora de fazer um balanço dos 28 anos da Bienal de São Paulo, para aferir o alcance de sua importância interna e externa. Mas para isso ela não podia fechar as portas, nem mesmo temporariamente, porque, como acontece a toda instituição localizada abaixo da linha do Equador, correria o risco de não reabrir mais. A saída foi tentar reunir numa grande retrospectiva os premiados das 14 edições anteriores. Rotulada pela imprensa de “Bienal das Bienais”, no entanto, não foi completa. Muitos artistas brasileiros e estrangeiros decidiram se manter afastados. Outros não puderam enviar trabalhos porque já pertenciam a acervos de museus, a coleções particulares ou nem mesmo existiam mais, como as instalações feitas com materiais perecíveis. Do total de 108 premiados estrangeiros até então, apenas 66 tiveram obras expostas na 15ª edição. Entre os 58 brasileiros, somente os trabalhos de 43 puderam ser revistos. Também foram convidados mais 135 artistas do exterior e outros 12 nacionais".

AMARANTE, Leonor. As Bienais de São Paulo / 1951 a 1987. São Paulo: Projeto, 1989, p.265