Essa edição mostrou a tendência expressionista na pintura contemporânea e uma expografia inusitada que pautaram o debate ao longo de toda a 18ª Bienal. A curadora Sheila Leirner dispôs boa parte das obras em três corredores de cem metros de extensão, instalou dezenas de quadros lado a lado – uma disposição que denominou a Grande Tela.

Presidente da Bienal: Roberto Muylaert
Curadoria-geral: Sheila Leirner
No conselho de arte e cultura: Sábato Magaldi, Casimiro Xavier de Mendonça, Renina Katz

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Atividade educativa na 18ª Bienal proposta pela Exposição Especial: A CRIANÇA E O JOVEM NA BIENAL © Autor não identificado
Visitantes percorrem o corredor da 'Grande Tela' durante a 18ª Bienal, Exposição Especial Expressionismo no Brasil - Heranças e Afinidades © Autor não identificado
Visitantes percorrem o corredor da 'Grande Tela' durante a 18ª Bienal, Exposição Especial Expressionismo no Brasil - Heranças e Afinidades © Autor não identificado
Público visita a Exposição Especial O Turista Aprendiz, na 18ª Bienal. À esquerda, obra de Maureen Bisilliat, "Mestre Bumba" - Maranhão © Autor não identificado
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"A Grande Tela". RTC (Rádio e Televisão Cultura São Paulo) sobre a 18ª Bienal de São Paulo - Instalação de Alex Vallauri: Festa na Casa da Rainha do Frango Assado

"Que outra denominação senão “O Homem e a Vida” faria melhor contraponto a “Arte sobre Arte” tão característica dos anos 70? Afinal, grosso modo essa é a grande dicotomia dos nossos tempos; a grande divisão, o eixo em torno do qual giram todas as manifestações da arte avançada. Por “arte avançada” obviamente entendem-se as manifestações não comerciais ou não orientadas para o consumo. Ou seja, aquelas que formam um conjunto de aspirações espontâneas, operações dedutivas, experiências de interação e progressão que nascem na vida elevada da inteligência".

LEIRNER, Sheila. "Introdução". In 18ª Bienal de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1985, pp.13-14 (catálogo de exposição)

“As performances também tiveram seu espaço na 18ª Bienal. Quem chegava ao segundo andar se deparava com o casal Marina e Ulay Abramovic. Sentados cada um na extremidade de uma longa mesa, olhavam-se fixamente por 7 horas, indiferentes aos visitantes curiosos, que nada entendiam. Com essa apresentação, eles completavam 588 horas e o 94º dia da performance “Night-Sea Crossing”, que começara em 1981, na Bienal de Sidney, na Austrália".

AMARANTE, Leonor. As Bienais de São Paulo / 1951 a 1987. São Paulo: Projeto, 1989, p.335