A 20ª Bienal foi concebida por um triunvirato: Carlos von Schmidt, Stella Teixeira de Barros e João Cândido Galvão. Descontinuando as proposições das últimas Bienais, a equipe retomou as premiações e o arranjo das representações nacionais em salas separadas. A representação brasileira foi considerada uma das mais consistentes em muito tempo.

Presidente da Bienal: Alex Periscinoto
Curadores: Carlos von Schmidt (Internacional), Stella Teixeira de Barros (Nacional), João Cândido Galvão (Eventos especiais)
No conselho de arte e cultura: Marcelo Grassmann, Gilberto Chateaubriand, Marcus Lontra, Paulo Herkenhoff
No júri de premiação: Jacques Leenhardt (França)

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Rui Sekido, 'Performance do Limite Entre o Nirvana e o Material' © Elena Vettorazzo / Agencia Estado
Visitação da Exposição Internacional - Representação da Coréia do Sul, com destaque para obra de Yoon Young-Suk © Luludi / Agencia Estado
Público visita a obra de Cildo Meireles, 'Olvido', na seção Artistas Nacionais/Artistas Brasileiros © Ormuzd Alves / Agencia Estado
Obra de Khalifa Al-Qattan, representante do Kwait na exposição geral © Autor não identificado

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"Dessa vez, e após mais polêmicas internas e discussões, a bienal chegava à sua vigésima edição aos cuidados de três curadores. O novo “triunvirato curatorial” não mais organizaria as obras por analogias de linguagem, voltaria a ser dividida por nações e a atribuir prêmios. A vontade de fugir às bienais anteriores e posturas de seus curadores fica clara na afirmação de Schmidt de que o papel do curador não é decifrar a obra artística. (...) Histórica e contemporânea ao mesmo tempo. Era como se a Bienal estivesse à espera de algo mais. Naquele momento, em que no terreno político as coisas se radicalizavam - à esquerda, pela primeira vez, o Partido dos Trabalhadores ameaçava chegar ao poder; e à direita o brutalismo aventureiro da elite que apoiou Collor de Mello -, a década de 1980 se encerrava para a Bienal. a cultura, e o Brasil, estava suspensa, esperando uma nova definição".

ALAMBERT, Francisco e CANHÊTE, Polyana. As Bienais de São Paulo da era do Museu à era dos curadores (1951-2001). São Paulo: Boitempo Editorial, 2004, p.184

"Dois verbos definem e delimitam as propostas da Curadoria de Eventos Especiais da 20ª Bienal Internacional de São Paulo. Eles são SAIR e INTEGRAR. SAIR do prédio da Bienal para INTEGRAR toda a cidade numa grande celebração. SAIR das Artes Plásticas para INTEGRAR todas as áreas de expressão artística num grande festival de teatro, performance, dança, vídeo, eletrografia, computação, música, cinema interagindo para o enriquecimento de cada uma e de todas" (20BSP, Catálogo, Vol. 2, p. 7)

GALVÃO, João Candido. "Introdução". In 20ª Bienal Internacional de São Paulo. Vol. 2. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1989, p.7 (catálogo de exposição)

"Na mostra procurei apresentar as obras sem preocupação cronológica, mas de acordo com os principais materiais utilizados, frases de pesquisa do autor, que compõem um todo harmônico, equilibrado e representativo da cultura brasileira. Francisco Brennand se fará representar com obras esculturais “O cinto necessário” e “Pássaro” executados especialmente para o evento, que doou para a Fundação Bienal e para o povo de São Paulo".

MELLO, Cesar Luís Pires. "Victor Brecheret e Espaco Brennand". In 20ª Bienal Internacional de São Paulo. Vol. 1. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1989, p.17 (catálogo de exposição)