A Bienal rompe o calendário e passa a acontecer nos anos pares. O segmento histórico assume grande importância na edição, cujo tema, "Ruptura com o suporte", possibilitou explorar plataformas e poéticas observadas nas obras de Hélio Oiticica, Lygia Clark e Mira Schendel.

Presidente da Bienal: Edemar Cid Ferreira
Curador: Nelson Aguilar

"A orientação conceitual do evento foi dada com o tema Ruptura com o suporte. Com ele, Nelson Aguilar pretendia escapar de questões demasiado amplas oferecendo em troca um aspecto interno à história da arte e decisivo para a produção contemporânea, qual seja, o momento em que os artistas (como aconteceu no Brasil com Hélio Oiticica, Lígia Clark e Mira Schendel; de passagem as três salas especiais, núcleo da representação nacional), colocaram em cheque os suportes clássicos - pintura, escultura, desenho -, inventando outros meios de expressão, vários deles híbridos , num processo que levaria à ampliação da noção de arte". (BIENAL 50 ANOS p. 240 - 241)
"De fato, logo após o final da XXII Bienal, os jornais noticiavam que 167 obras de dezesseis artistas brasileiros, entre eles Hélio Oiticica, Tunga, Nuno Ramos, Leonilson, Waltércio Caldas, Daniel Senise e Mira Schendel estariam em onze galerias de Nova York sob o título de Art from Brazil in New York. A ideia teria surgido de três galeristas novaorquinos, Mary Sabbatino, Lori Ledis e Robert Flam, que visitaram a Bienal paulistana e ficaram impressionados com as obras que viram. “Nos reunimos e resolvemos montar um ‘braço da Bienal’ em Nova York”, disse Sabbatino. A iniciativa contou com patrocínio de sete empresas brasileiras e do Ministério das Relações Exteriores, cuja a informação seria “fazer uma reatualização da imagem do Brasil". (2004, ALAMBERT e CANHÊTE, p. 191)

publicações

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