Novo recorde de representações, 87 países aderiram ao tema proposto por Nelson Aguilar: "A desmaterialização da arte no final do milênio". Na ocasião, um Núcleo Histórico trouxe mais de duzentas gravuras de Francisco de Goya, ilustrou a obra póstuma de Jean-Michael Basquiat e apresentou o terceiro andar do pavilhão com 37 pinturas de Edvard Munch.

Presidente da Bienal: Edemar Cid Ferreira
Curador-geral: Nelson Aguilar
Curador-adjunto: Agnaldo Farias
Coordenador Salas Especiais: Per Hovdenakk
Curadores da exposição Universalis: Tadayasu Sakai (Japão), Jean-Hubert Martin (França), Mari Carmen Ramírez (Porto Rico), Paul Schimmel (EUA), Katalin Néray (Hungria), Achille Bonito Oliva (Itália), Nelson Aguilar, Agnaldo Farias

“A experiência obtida com a mostra de 1994 [22ª BSP] foi um insumo essencial para que essa edição fosse um sucesso em vários aspectos. A começar pelo projeto museográfico elaborado por Paulo Mendes da Rocha e que foi entregue aos artistas um mês antes da abertura da exposição, simultaneamente ao lançamento dos três enormes catálogos da mostra, fato praticamente inédito na história da Bienal, sempre marcada pelo atraso e pelo processo de montagem invariavelmente entrando no período de exposição” (BIENAL 50 ANOS p. 248).
“Surgem eventos bianuais em vários lugares do mundo. Na África e na Coréia do Sul, mega-eventos resenham a arte do seu entorno e de outras latitudes. Nos tempos atuais, a criação de bienais tem algo a ver com a fundação de cidades, empresa mítica com um sentido simbólico que governa o próprio destino dos semeadores. Johannesburgo alimenta o sonho de integração africana, Kwangju busca a convivência entre a tecnologia e a arte. Cada um desse[s] sonhos atesta que a humanidade é tarefa infinita. Dada sua anterioridade sobre as recentes bienais (além das já citadas: Havana, Istambul, Sidney, Cairo, Cuenca, Liubliana…), a de São Paulo pode tirar algumas conclusões. O tempo consolida seu caráter ao mesmo tempo universal e particular. [...] Uma bienal assim veterana é uma estrela que não se apaga, guia dos de hoje e futuros viajantes” (Edemar Cid Ferreira 23ª BSP, Catálogo, p. 17).
“O tema da 23ª Bienal Internacional de São Paulo - a desmaterialização da arte no final do milênio - tem abrangência maior do que o da anterior, a ruptura do suporte artístico tradicional. Transforma o círculo em espiral. Na 22ª Bienal, tratou-se de pensar a situação universal a partir de uma experiência brasileira. A tríade Lygia Clark-Hélio Oiticica-Mira Schendel dava conta da insuficiência da tela ou da escultura diante da vontade de conquistar novas bases para a expressão. [...] A ruptura do suporte, no entanto, é apenas um aspecto do movimento mais amplo de desmaterialização, que pertence não só a definição da obra de arte, mas a própria maneira de o homem habitar o mundo neste fim de século” (Nelson Aguilar - 23ª BSP, Catálogo, p. 20).

publicações

6ª Bienal de São Paulo
19 2013
5ª Bienal de São Paulo
03 2012
16ª Bienal de São Paulo
27 2012
17ª Bienal de São Paulo
09 2012
5ª Bienal de São Paulo
26 2011