Conhecida como uma das melhores Bienais já feitas, a “Bienal da Antropofagia” teve como curador-geral Paulo Herkenhoff e como curador-adjunto Adriano Pedrosa. O conceito, extraído das raízes da cultura brasileira, permeou o trabalho de todos os 76 curadores envolvidos com a exposição, assim como resultou em potentes exposições individuais dedicadas a cada uma das 53 Representações Nacionais. A curadoria trabalhou com ideia de contaminação e pôs em diálogo obras de brasileiros contemporâneos com obras do Núcleo Histórico.

Presidente da Bienal: Julio Landman
Curador-geral: Paulo Herkenhoff
Curador-adjunto: Adriano Pedrosa

"O diálogo com os países foi estabelecido levando-se em conta a história das participações internacionais. Nesse contexto, o Arquivo Histórico Wanda Svevo, que conserva a rica memória da Bienal de São Paulo, foi convocado a novas tarefas. Uma delas foi organizar o histórico da participação de cada país nas Bienais anteriores. Esses dados foram fornecidos aos países para subsidiar o diálogo e as escolhas curatoriais. Isso permitiu, por exemplo, detectar a ausência na história da Bienal de artistas tão importantes para a cultura de seus países, como Carlos Capelán, Priscilla Monge, Moico Yaker, Elias Heim, a geração dos anos 70 na Venezuela (Roberto Obregón, Alfred Wenemoser, Antonieta Sosa e outros), Abdoulaye Konaté e ainda, aproveitados em “Roteiros...”, Franz West e Juan Dávila". (3º volume. Representações Nacionais Excerto de Paulo Herkenhoff)
"Esta Bienal tem um projeto político claro ao partir de certa premissa: seu ponto de partida é o Brasil. Para o seu eixo conceitual foi primordial criar uma teia de interpretações articuladas. Os conceitos de densidade, antropofagia e canibalismo determinaram importante guinada. Também a Bienal deveria se pautar por eles. Por isso, desenvolveu-se a idéia de que a Bienal seja um tripé formado pela exposição, o projeto educacional e as publicações". (1º volume. Núcleo Histórico: Antropofagia e Histórias de Canibalismos Excerto da apresentação do Presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Julio Landmann)
"A primeira ideia do crítico Paulo Herkenhoff foi misturar obras de artistas originalmente distantes no tempo e no espaço por meio da noção (talvez o curador preferisse “conceito”) genérica de “contaminação”. A partir daí se chegava ao conceito histórico de “antropofagia”. Assim, a XXIV Bienal deveria partir do Manifesto Antropófago (1928), de Oswald de Andrade, para discutir o conceito antropofágico como elemento formador da identidade cultural brasileira: “eu queria que ela tivesse um ponto de partida traçado a partir da cultura brasileira, mas entendendo que a nossa cultura é filiada à cultura ocidental, mas com tensões, diferenças e singularidades”. (2004, ALAMBERT e CANHÊTE)
5ª Bienal de São Paulo
02 2014
4ª Bienal de São Paulo
04 2013
5ª Bienal de São Paulo
02 2013
24ª Bienal de São Paulo
15 2013
24ª Bienal de São Paulo
08 2013
24ª Bienal de São Paulo
10 2013
5ª Bienal de São Paulo
03 2012
24ª Bienal de São Paulo
11 2012
16ª Bienal de São Paulo
27 2012
17ª Bienal de São Paulo
09 2012
24ª Bienal de São Paulo
29 2011