Centrada no tema "Iconografias metropolitanas", a 25ª Bienal tornou-se famosa pela presença numerosa de artistas brasileiros fora do eixo São Paulo/Rio de Janeiro. A nomeação do primeiro curador estrangeiro, o alemão Alfons Hug, causou polêmica. No entanto, a mostra recebeu excelente acolhida e bateu recorde de público, com 668.428 visitantes.

Presidente da Bienal: Carlos Bratke
Curador-geral: Alfons Hug
Curador Núcleo Brasileiro: Agnaldo Farias

"Os artistas participantes da 25ª Bienal trazem em seus trabalhos referências das cidades por onde passaram, contudo, não consistem em arte no espaço público, pois, em muitas cidades, estas correm o risco de desaparecerem sem serem notadas. “Faz mais sentido recuar para o espaço protegido do pavilhão da Bienal, que permite uma contemplação das obras, concentrada e sem pertubações (...) Sob as condições da metrópole, a arte não concorre apenas com a arquitetura, mas também com todas as formas de cacofonia e contaminação visual. Concorre sobre tudo com todos os meios de comunicação de massa dimensionados com vistas à rápida reprodutibilidade técnica e ubiquidade, isto é, com o cinema, a televisão, a publicidade, o design e a moda” (Passagens extraídas do catálogo “Países” de Alfons Hug p. 18).
“Mais que oportuna, Hotel é uma obra necessária. Consciente do momento que o circuito artístico atravessa em nosso país, a artista põe o dedo na ferida. Graças ao seu teor crítico, ela participa da Bienal de São Paulo, mas o faz sinalizando os perigos que vêm através de um surpreendente processo de espetacularização da cultura. Hotel alerta para que, se esse processo for tomado como natural e irreversível, a arte será tratada como um artigo de consumo rápido, com a obsolescência programada dos artigos lardeados pela indústria publicitária” (Sobre a obra de Carmela Gross, FARIAS, Agnaldo, Catálogo Brasil, p. 24).
“No atlas do Aleph aparecem não menos de 70 países de ambos os hemisférios, bem aquinhoados e pobres, pacíficos e belicosos, além de 11 metrópoles, radiantes e inabitáveis. Alguns ostentam nome altissonantes; outros, aterradores, que o Grande Khan, na enumeração das “cidades invisíveis” de Italo Calvino, denominou Enoch, Babilônia e Yahóo. Por fim, o Aleph dirige seu raio de luz refulgente também sobre aquela cidade ainda não descoberta, utópica, que Calvino denomina exclusivamente com nomes femininos, como Isaura, Marozia e Zora, e que nós chamaremos, em nossa exposição, de “12ª cidade”” ( Alfons Hug em Referência ao conto “El Aleph” de Jorge Luis Borges e “As Cidades Invisíveis” de Italo Calvino(p. 22).
5ª Bienal de São Paulo
02 2014
24ª Bienal de São Paulo
08 2013
21ª Bienal de São Paulo
03 2013
5ª Bienal de São Paulo
03 2012
25ª Bienal de São Paulo
25 2012
16ª Bienal de São Paulo
27 2012
19ª Bienal de São Paulo
06 2012
24ª Bienal de São Paulo
29 2011