O tema "Como viver junto" – título de um conjunto de seminários proferidos por Roland Barthes nos anos 1970, norteou a curadoria de Lisette Lagnado para a 27ª Bienal. A edição foi marcada pela extinção das representações nacionais – a seleção de artistas ficou a cargo dos curadores das Bienais – e pela afirmação da arte como linguagem transnacional. Inovação fundamental para exposição, os projetos curatoriais passaram a ser escolhidos a partir de processos de seleção realizado por um comissão internacional de críticos e curadores.

Presidente da Bienal: Manoel Francisco Pires da Costa
Curadora-geral: Lisette Lagnado
Cocuradores: Adriano Pedrosa, Cristina Freire, José Roca, Rosa Martínez
Curador c0nvidado: Jochen Volz

"[...] Mas, em estado bruto, o Viver-Junto é também temporal, e é necessário marcar aqui esta casa: "viver ao mesmo tempo em que...", "viver no mesmo tempo em que..." = a contemporaneidade. Por exemplo, posso dizer, sem mentir, que Marx, Mallarmé, Nietzsche e Freud viveram vinte e sete anos juntos. Ainda mais, teria sido possível reuni-los em alguma cidade da Suíça em 1876, por exemplo, e eles teriam podido - último índice do Viver-Junto - "conversar". Freud tinha então vinte anos, Nietzsche trinta e dois, Mallarmé trinta e quatro e Marx cinquenta e seis. (Poderíamos nos perguntar qual é, agora, o mais velho). Essa fantasia da concomitância visa a alertar sobre um fenômeno muito complexo, pouco estudados, parece-me: a contemporaneidade. De quem sou contemporâneo? Com quem é que eu vivo?"- Roland Barthes
"Outras transformações foram agregadas aos seminários, duas em particular: trabalhar sem submissão às “representações nacionais”, que colocavam o evento brasileiro sob a chancela estrangeira, como se ele não pudesse inventar um projeto autônomo; e implantar residências artísticas para dez convidados durante um período em três estados brasileiros (Acre, Pernambuco e São Paulo foram escolhas dos próprios artistas), a fim de promover workshops locais e adquirir um conhecimento mais agudo do país em que estão expondo" (Introdução Seminários, por Lisette Lagnado)
“A primeira novidade da 27ª Bienal de São Paulo, intitulada “Como viver junto”, é o fim do segmento tradicional das representações nacionais. Essa mudança exprime a sua atualização e o seu vigor num mundo globalizado, onde a arte rompe fronteiras e continua a propor uma leitura crítica dos acontecimentos contemporâneos.” Gilberto Gil (Ministro da Cultura)

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