Momento de repensar rumos e funções do evento, a 28ª Bienal – "Em vivo contato" realiza uma proposta radical ao manter o 2ª andar do pavilhão vazio, como uma Planta Livre, uma metáfora da crise conceitual atravessada pelos sistemas expositivos tradicionais e enfrentada pelas instituições que as organizam. Acontecimento marcante naquela edição foi a pichação do guarda-corpo no pavilhão, que germinou uma discussão sobre o tema no meio artístico sobre arte urbana.

Presidente da Bienal: Manoel Francisco Pires da Costa
Curador-geral: Ivo Mesquita
Curadora-adjunta: Ana Paula Cohen
Curador do Vídeo Lounge: Wagner Morales
Coordenadora-geral das conferências: Luísa Duarte

“Em lugar de tentar produzir uma visão totalizante e representativa do fenômeno da arte da atualidade, o importante parece ser delinear especificidades, produzir cartografias estruturais, pondo em marcha um processo de trabalho investigativo e crítico, regular e sistemático, que acompanhe e dê conta, de modo produtivo, dos movimentos e das transformações percebidos num circuito artístico determinado” (Ivo Mesquita & Ana Paula Cohen no Catálogo p. 19).
“É ali, no território do suposto vazio, que a intuição e a razão encontram solo propício para fazer emergir as potências da invenção, abrindo múltiplas possibilidades para ser cruzado. Faz um corte, suspendendo o processo voraz de produção e consumo de representações, para problematizar o possível esgotamento dos diversos discursos no território da instituição. O corte aqui quer aguçar a crise da organização, do modelo, do sistema, e não recalcá-los com mais uma exposição.” AGUILAR, Nelson; MESQUITA, Ivo. É positiva a proposta para a 28ª Bienal de SP, que prevê, entre outras coisas, um andar vazio? Folha de S. Paulo, 01-12-2007, Caderno Tendências/Debates
“A proposta para a 28ª BSP é suspender a mecânica das sucessivas bienais desde 1951 para considerar o descompasso entre o modelo atual da mostra e a realidade em que ela se inscreve, seja local, seja internacionalmente. Um processo de análise da sua condição presente poderá apontar perspectivas para uma nova etapa do seu programa diante dos desafios do século 21. O objetivo é colocar a Bienal de São Paulo novamente “em vivo contato” com a sua história, a sua cidade, os seus pares e o seu tempo. O meu compromisso, e o do projeto, é com a instituição e o valioso serviço que ela tem prestado à cidade, ao país e à arte contemporânea.” AGUILAR, Nelson;MESQUITA, Ivo. É positiva a proposta para a 28ª Bienal de SP, que prevê, entre outras coisas, um andar vazio? Folha de S. Paulo, 01-12-2007, Caderno Tendências/Debates

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