Com novo fôlego promovido por uma Diretoria comprometida com a renovação institucional, a Bienal inaugurou sua 29ª edição com um projeto educativo permanente e uma ampla programação paralela. Privilegiando obras de cunho político, a curadoria de Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos destinou cerca de 400 atividades a seis espaços conceituais intitulados Terreiros, e estabeleceu como tema um verso de um poema de Jorge de Lima: "Há sempre um copo de mar para um homem navegar". Causou polêmica a instalação Bandeira branca (2010), de Nuno Ramos, com urubus vivos voando pelo vão central do pavilhão, acompanhados por uma montagem de sons do cancioneiro nacional.

Presidente da Bienal: Heitor Martins
Curadores-chefes: Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos
Curadores-convidados: Chus Martinez (Espanha), Fernando Alvim (Angola), Rina Carvajal (Venezuela), Sarat Maharaj (África do Sul/Inglaterra), Yuko Hasegawa (Japão)

"(...) A 29ª Bienal de São Paulo tem a questão política como a principal coordenada de seu plano de navegação. Apresentando o impressionante número de 159 artistas de todos os continentes, a perspectiva curatorial coloca a questão política de uma maneira mais ampla. Essa noção é interpretada no sentido de que toda forma de arte é política já que arte pode modificar a percepção da realidade". (30 x Bienal)
“Bandeira Branca", de Nuno Ramos, começou a Bienal incluindo em sua estrutura urubus vivos. Embora o artista tivesse autorização do Ibama para expor e manter as aves em cativeiro, a Delegacia do Meio Ambiente pediu, após cerca de duas semanas de exposição, ao Instituto de Criminalística que fizesse uma perícia dos animais e das condições do viveiro. O Ibama determinou então a retirada dos animais, afirmando que "as instalações eram inadequadas para a manutenção das aves". A presença dos urubus na obra motivou também protestos e a pichação de "Bandeira Branca"
“A "Série Inimigos", do artista pernambucano Gil Vicente, causou polêmica por mostrar o artista retratando a si mesmo matando personalidades, muitas delas políticas, como Fernando Henrique Cardoso, George W. Bush e Lula. A OAB (ordem dos Advogados do Brasil) chegou a pedir a retirada da obra da Bienal, o que não ocorreu.”
5ª Bienal de São Paulo
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