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  • 57 Veneza
27 Dezembro 2016
Cinthia Marcelle é selecionada para o Pavilhão do Brasil na 57ª Bienal de Veneza
AT THE RISK OF THE REAL [SOB O RISCO DO REAL] Cinthia Marcelle, 2015, Sharjah Biennial 12, Emirados Árabes
AT THE RISK OF THE REAL [SOB O RISCO DO REAL] Cinthia Marcelle, 2015, Sharjah Biennial 12, Emirados Árabes Camila Valones
Fundação Bienal anuncia participação da artista que desenvolverá projeto com curadoria de Jochen Volz

A Fundação Bienal de São Paulo anuncia que a participação brasileira na 57ª International Art Exhibition, La Biennale di Venezia, em 2017, será desenvolvida pela artista Cinthia Marcelle (Belo Horizonte, 1974). O projeto consiste numa instalação especialmente comissionada para o Pavilhão do Brasil, com curadoria de Jochen Volz.

Desde o início dos anos 2000, Cinthia Marcelle vem construindo sua obra com uso de suportes variados que vão da instalação à escultura, da fotografia e do vídeo à performance. A artista trabalha com invenção de imagens e procura desenhar cenas poéticas e potentes com os elementos que registra e com os materiais que utiliza. Com frequência, busca expressamente criar circunstâncias ou configurações-modelo a fim de verificar coisas e situações.

Partindo da curiosidade, suas ideias e pensamentos se transformam em experimentos, que por sua vez se traduzem em imagens. Sua obra é uma declaração de que a arte é toda sobre o ato de lançar questionamentos. Respostas são dadas apenas e na medida em que são necessárias para estimular novas perguntas. Sempre marcados por um grau de absurdo, os trabalhos de Marcelle parecem derivar seu poder do fato de refletir a jornada da artista pela vida e de seu desejo de entender e experimentar as relações entre o eu e o mundo.

“Acompanho o trabalho de Cinthia Marcelle por muitos anos. Ela representa uma geração de artistas que está claramente a par da história da arte brasileira do século 20, mas que desenvolveu na última década um vocabulário potente, unindo experimentação visual com rigor conceitual e uma prática de colaboração que lhe é própria. Sua estratégia artística é marcada por uma resistência existência cotidiana que possibilita uma verdadeira investigação estética”, diz o curador Jochen Volz. “Veneza é uma grande vitrine para o frescor da arte brasileira. Focada no fomento da produção contemporânea, a Bienal de São Paulo pretende fazer desta uma participação memorável. O comissionamento de uma única instalação de grandes dimensões vai nesse sentido”, sugere o presidente da Fundação Bienal, João Carlos de Figueiredo Ferraz.

Cinthia Marcelle participou de individuais na América do Sul e na Europa e recentemente foi comissionada pelo Projects 105 para apresentar Educação pela Pedra, novo site-specific para a Duplex Gallery do MoMA PS1, em Nova York (2016). Participou também da 11ª Bienal do Sharjah (2015) com At the Risk of the Real e apresentou sua instalação Dust Never Sleeps na Sezession, em Vienna (2014). Em 2006, recebeu o International Prize for Performance por seu trabalho Gray Demonstration e em 2010 foi agraciada na primeira edição do Future Generation Prize.

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