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04 Dezembro 2017
Fundação Bienal de São Paulo, MinC e MRE anunciam participação oficial do Brasil na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura – Bienal de Veneza
Marcelo Maia Rosa, Laura González Fierro, Sol Camacho, Gabriel Kozlowski, curadores da representação brasileira na 16. MIA
Marcelo Maia Rosa, Laura González Fierro, Sol Camacho, Gabriel Kozlowski, curadores da representação brasileira na 16. MIA ©Pedro Ivo Trasferetti / Fundação Bienal de São Paulo
Coletivo de arquitetos irá apresentar 'Muros de Ar', exposição que explora a questão da transposição de fronteiras materiais e imateriais do Brasil e de sua arquitetura

Com inauguração em maio de 2018, a participação oficial do Brasil na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura – Bienal de Veneza terá curadoria dos arquitetos Gabriel Kozlowski, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Sol Camacho. Selecionado pela Fundação Bienal de São Paulo, o coletivo irá apresentar Muros de Ar, exposição que explora a questão da transposição de fronteiras materiais e imateriais do Brasil e de sua arquitetura.

“O tema coloca o muro como um elemento da arquitetura, da cultura e da identidade brasileira e vê no ato de sua transposição um convite ao convívio e à multiplicidade cultural”, explicam os arquitetos curadores. “Desse modo, posiciona-se contrário à homogeneização, intolerância e extremismo provenientes do isolamento e reclusão. É uma proposta que celebra o coabitar e não somente o coexistir”. A mostra que irá ocupar o Pavilhão do Brasil é uma resposta à curadoria geral da 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza, que nesta edição propõe, sob o título FREESPACE, uma reflexão sobre a essência espacial da arquitetura e a sua potencialidade de mediar, pela fruição do espaço vazio, a relação entre as pessoas e os edifícios.

Por meio de uma pesquisa coletiva, Muros de Ar se propõe a tornar visíveis as formas de separação espacial e conceitual resultantes dos processos de urbanização do país. Além de questionar as diferentes formas de muros que constroem, em diversas escalas, o território brasileiro, a proposta pretende repensar as fronteiras da própria arquitetura em relação a outras disciplinas.

O pavilhão apresentará a proposta curatorial Muros de Ar por meio de duas frentes expográficas. A primeira consiste de uma pesquisa realizada em parceria com um grupo de colaboradores e instituições e que irá gerar novo conteúdo a ser representado por meio de desenhos cartográficos. A segunda refere-se a uma chamada de projetos aberta aos arquitetos do país, mecanismo inédito no Pavilhão do Brasil. O chamamento será anunciado nas últimas semanas de dezembro.

“Ao selecionar a proposta Muros de Ar para representar o país na Bienal de Arquitetura de Veneza, a Fundação Bienal de São Paulo rearticula, em âmbito internacional, alguns dos debates mais atuais da arquitetura brasileira, e reafirma seu compromisso com o intercâmbio e a promoção cultural do Brasil”, diz o presidente da Fundação, João Carlos de Figueiredo Ferraz.

Desde 1995, a organização das representações oficias do Brasil nas Bienais de Arte e Arquitetura de Veneza é uma atribuição conjunta dos Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores – responsáveis pela promoção e difusão da cultura brasileira nos âmbitos nacional e internacional, e da Fundação Bienal de São Paulo – responsável pela escolha dos curadores e a produção das mostras.

Sobre os curadores da participação oficial do Brasil na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura – Bienal de Veneza:

Gabriel Kozlowski é arquiteto, formado pela PUC-Rio (2011) e mestre em Urbanismo pelo MIT (2015). Atualmente leciona como Teaching Fellow no Departamento de Arquitetura do MIT e trabalha como pesquisador associado no Leventhal Center for Advanced Urbanism. Anteriormente, foi líder de projeto no SENSEable City Lab; pesquisador para o Pavilhão dos EUA na 14ª Bienal de Arquitetura de Veneza; e co-fundador do coletivo ENTRE. Recebeu, entre outros reconhecimentos, o Department of Architecture Graduate Fellowship no MIT (2013), o prêmio de melhor dissertação de mestrado pela mesma Universidade (2015), o MIT-Brazil TVML Seed Fund (2016), e foi selecionado para o Buckminster Fuller Institute’s Catalyst Program (2017).

Laura González Fierro é arquiteta pela Universidade Iberoamericana da Cidade do México (2002) e mestre em arquitetura pela Universidade de Columbia GSAPP (2008). Em 2010, fundou +ADD, atuando em Cidade do México, São Paulo e Nova York nas áreas de projetos de arquitetura, urbanismo, design e consultoria. Seu trabalho foi publicado pela Braun Publishing, LEAF Review, e PIN-UP, entre outros. Paralelamente à prática fundou o LED [Laboratório Experimental a Distância], uma plataforma dedicada à pesquisa multidisciplinar sobre o ambiente construído e as dinâmicas urbanas.

Marcelo Maia Rosa é arquiteto e sócio do escritório Andrade Morettin Arquitetos Associados (2007), vencedor do concurso para nova sede do IMPA-RJ (2015). Foi responsável por coordenar o projeto do novo museu do Instituto Moreira Salles (2017), em São Paulo. Marcelo é graduado em arquitetura e urbanismo pela Universidade Mackenzie em São Paulo e TU/e em Eindhoven (2005) – com cursos complementares pela Université Paris Sorbonne (2012) – e pós-graduado pela Escola da Cidade (2017), onde atualmente é professor. Foi curador em 2015 do Global Shapers Community Hub São Paulo, iniciativa do World Economic Forum.

Sol Camacho é arquiteta pela Universidade Iberoamericana da Cidade do México e Paris Val de Seine (2004) e mestre em arquitetura e urbanismo pela Universidade de Harvard (2008). Fundou o escritório RADDAR em São Paulo (2011). Recebeu o Prêmio Lafarge Holcim Awards (2017) pelo projeto PIPA – Conjunto cultural e comercial em Paraisópolis, onde uma sede do RADDAR desenvolve pesquisa sobre o entorno. Entre outros reconhecimentos, Sol foi candidata ao Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative (2016) e obteve duas vezes a bolsa de Pesquisa FONCA (2012, 2014). Atualmente, Sol é diretora cultural do Instituto Bardi / Casa de Vidro.

 

Pavilhão do Brasil na 16. Mostra Internazionale di Architettura – la Biennale di Venezia

Comissário: João Carlos de Figueiredo Ferraz, Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Curadoria: Gabriel Kozlowski, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Sol Camacho
Título da exposição: Muros de Ar
Local: Pavilhão do Brasil
Endereço: Giardini Castello, Padiglione Brasile, 30122 Veneza, Itália
Data: 26 de maio a 25 de novembro de 2018

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