• Acessibilidade
      Fonte
    • A+
    • Aa


  • Agenda
  • Busca
  • pt
    • en
  • Bienal
  • fundação
  • bienal a bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • biblioteca
  • Arquivo Histórico
  • 70 anos
  • apoie
  • café bienal
  • transparência
  • relatório de gestão 2022-2023
  • Imprensa
  • contato
  • identidade visual
Home Notícias 36ª Bienal de São Paulo inaugura com 125 participações individuais e coletivas, e seis capítulos que propõem reflexões críticas sobre a humanidade

4 set 2025

36ª Bienal de São Paulo inaugura com 125 participações individuais e coletivas, e seis capítulos que propõem reflexões críticas sobre a humanidade

Vista da instalação de Tanka Fonta durante a 36ª Bienal de São Paulo
Vista da instalação de Tanka Fonta durante a 36ª Bienal de São Paulo © Levi Fanan / Fundação Bienal

A 36ª Bienal de São Paulo abre ao público em 6 de setembro de 2025, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, após um ano e meio de compromissos e encontros curatoriais em diferentes partes do mundo. O programa público começou em novembro de 2024, com as Invocações, realizadas em quatro localidades: Marrakech, Guadalupe, Zanzibar e Tóquio. Cada etapa reuniu artistas, poetas, músicos e ativistas em performances, debates, rituais e apresentações, discutindo e encenando a humanidade por meio de temas como pertencimento, memória, coletividade, emancipação, interdependência, cuidado, tecnologia e transições. Essas experiências funcionaram como um “ritual inicial” que agora deságua na exposição em São Paulo, trazendo histórias e idiomas, sabores e sons, estéticas e ritmos que atravessaram oceanos e fronteiras.

Com conceito proposto por Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, ao lado dos cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, da curadora at large Keyna Eleison e da consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, esta edição se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo, e tem a escuta ativa, o encontro, a negociação e o respeito como fundamentos da humanidade como prática. A metáfora do estuário, lugar de encontro entre diferentes correntes, espaço de manifestação e coexistência de seres diversos, território de exuberância, permeia uma mostra dividida em seis capítulos, concebidos como fractais e conectados por fluxos e diálogos constantes.

O capítulo 1 – Frequências de chegadas e pertencimentos nos convida a olhar para o solo, às potencialidades da terra e às vibrações que sustentam a vida. A palavra “humano” tem origem na palavra “humus”, que significa “terra fértil”. Aqui, o pertencimento se manifesta pela relação com o solo, comunidades e a pulsação sutil da existência. Obras feitas com pedras, raízes e pigmentos naturais refletem sobre a relação entre corpo, terra e memória. Pertencer aparece como prática ativa de escuta e reconhecimento mútuo, envolvendo não apenas humanos, mas também rios, plantas e animais.

O capítulo 2 – Gramáticas de insurgências concentra trabalhos que abordam diferentes formas de resistência à desumanização. Artistas exploram arquivos coloniais, resgatam narrativas apagadas e propõem novas linguagens de luta. Há vídeos e instalações que tratam do impacto do extrativismo, esculturas que reconstroem histórias silenciadas e obras sonoras que dão voz a cantos de resistência.

O capítulo 3 – Sobre ritmos espaciais e narrações investiga as marcas deixadas por deslocamentos, migrações e transformações urbanas. Mapas, fotografias e filmes registram desde rotas de migração forçada até mudanças sutis na arquitetura de cidades. Esculturas e instalações reconfiguram espaços de passagem, enquanto trabalhos de som e luz recriam atmosferas de lugares em constante mutação.

O capítulo 4 – Fluxos de cuidado e cosmologias plurais apresenta obras que rompem com modelos coloniais e patriarcais de cuidado, oferecendo outras formas de relação com o mundo. Instalações combinam elementos como ervas, água e objetos rituais; performances e encontros coletivos abordam práticas de cura e mitologias indígenas, africanas e asiáticas, ressaltando a interdependência entre ecossistemas e culturas.

No capítulo 5 – Cadências de transformação, a mudança é vista como condição permanente. Obras cinéticas, trabalhos em constante alteração e trabalhos que reinterpretam tradições culturais exploram a transformação como potência criativa. Algumas peças mudam de forma ou conteúdo ao longo dos quatro meses de exposição, convidando o público a acompanhar processos vivos.

O capítulo 6 – A intratável beleza do mundo encerra o percurso celebrando a beleza como ato de resistência. Pinturas feitas com pigmentos de terra, fotografias de paisagens fragmentadas e esculturas de materiais reaproveitados mostram que o belo também se encontra no inacabado, no que resiste e sobrevive.

Ao todo, 120 participantes ocupam o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, enquanto outros cinco integram o programa Afluentes, realizado na Casa do Povo sob curadoria de Benjamin Seroussi e Daniel Blanga Gubbay. Desenvolvida em parceria com a Cinémathèque Afrique, a mostra de filmes Fluxos de Imagens / Imaginários, que também faz parte dos Afluentes, está prevista para acontecer em dois países. Além do auditório do Pavilhão, as sessões serão apresentadas no La Friche la Belle de Mai, em Marselha, como parte da Temporada França-Brasil.

A programação pública, intitulada Conjugações, incluirá debates, performances e encontros, muitos deles realizados em parceria com instituições de diferentes continentes, como 32º East (Kampala); Africa Design School (Cotonou); Afrotonizar (Salvador); Ajabu ajabu (Dar es Salaam); blaxTARLINES (Kumasi); Center for Art, Research and Alliances (CARA) (Nova York); Central Bank Museum (Port of Spain); Festa Literária das Periferias – FLUP (Rio de Janeiro); Fondation H (Antananarivo); Jatiwangi Art Factory (Jatiwangi); Kunsthochschule Weißensee (Berlim); Más Arte Más Acción (Chocó); Metro54 (Amsterdã); SAVVY Contemporary (Berlim); Tanoto Art Foundation (Singapura).

Outro destaque desta edição é o projeto Aparições, uma iniciativa inédita na história da Bienal de São Paulo, desenvolvida em parceria com a plataforma WAVA. Utilizando tecnologia de realidade aumentada, fragmentos, extensões e ecos das obras da Bienal de São Paulo se manifestam no Parque Ibirapuera e em locais específicos ao redor do mundo, escolhidos pelos próprios participantes desta edição – como as margens do Rio Congo, a fronteira entre México e Estados Unidos, parques urbanos de São Paulo ou cidades na África e na Ásia. Pelo aplicativo, os visitantes podem acessar os trabalhos somente nos locais determinados, criando uma experiência sensorial globalmente acessível.

O programa de publicações desta edição é um dos mais ambiciosos da história do evento, com quatro publicações educativas – cada uma delas dedicada a uma Invocação –, correalizadas com o The Center for Art, Research and Alliances (CARA). As publicações contam pela primeira vez com distribuição internacional, enquanto, no Brasil, a distribuição é gratuita, com foco em professores e educadores. O programa editorial inclui ainda o catálogo da exposição e uma coletânea de ensaios e poemas que dialogam com os conceitos mobilizados pela mostra. Todas as publicações possuem tiragens em português e inglês.

Para além dos números e da grandiosidade desta edição, a 36ª Bienal de São Paulo se estrutura como uma travessia: um estuário onde vozes, memórias e gestos vindos de diferentes margens se encontram e se transformam. Ao percorrer o Pavilhão, o público é convidado a experimentar a humanidade como ação, verbo que se conjuga no plural, e a levar consigo a certeza de que todo encontro pode ser ponto de partida para novas formas de viver juntos.

Acesse a programação completa em 36.bienal.org.br/agenda.

Leia também


Acessar +bienal
Foto de três mulheres sentadas, uma mulher negra veste roupa vermelha e sorri, no meio, uma mulher negra sorri com os lábios fechados usando roupa bege e, ao lado direito, uma mulher branca sorri abaixada para o lado usando uma roupa verde.
Da esq. para a dir.: Rosana Paulino, Diane Lima e Adriana Varejão© Igor Furtado / Fundação Bienal de São Paulo
Notícias14 abr 2026

Conheça o projeto curatorial para o Pavilhão do Brasil na Biennale Arte 2026

Idealizada por Diane Lima, proposta reúne obras históricas e produções inéditas de Adriana Varejão e Rosana Paulino.

Saber mais
Foto de museu ao anoitecer, ele é um meio círculo branco com uma rampa curva por fora.
Museu Nacional da República durante a itinerância da 35ª Bienal de São Paulo© Thiago Sabino / Fundação Bienal de São Paulo
Notícias30 mar 2026

Museu Nacional da República recebe duas exposições da Fundação Bienal de São Paulo simultaneamente

Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, itinerância da 36ª Bienal com curadoria de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, e (RE)INVENÇÃO, itinerância da participação brasileira na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza, ocupam o museu ao mesmo tempo em Brasília.

Saber mais
Foto em preto e branco de pessoas reunidas em frente à pintura de grande escala Guernica, de Picasso.
2ª Bienal de São Paulo© Fundação Bienal de São Paulo
Notícias23 mar 2026

Fundação Bienal de São Paulo leva exposições, oficinas e exibição de filme a Iguape e Itu em março e abril

O projeto Bienal no Território Paulista – Arte Contemporânea e Patrimônio Cultural realiza atividades gratuitas em parceria com a Fábrica de Cultura de Iguape e o FAMA Museu, em Itu, com abertura prevista para 28 de março e 1º de abril, respectivamente.

Saber mais

Newsletter

Receba a Newsletter da Bienal

Bienal

  • Fundação
  • Bienal a Bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • Biblioteca
  • 70 anos
  • Arquivo Histórico
  • Apoie
  • Café Bienal
  • Transparência
  • Relatório de Gestão 2022-2023

  • Contato
  • Identidade Visual

Fundação Bienal de São Paulo

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Moema CEP 04094-050 / São Paulo - SP

Contato

+55 11 5576.7600 contato@bienal.org.br

Privacidade
•
Termos de uso
Copyright © 2026 Bienal de São Paulo
Ao clicar em "Concordar", você concorda com uso de cookies para melhorar e personalizar sua experiência, bem como nossa Política de Privacidade. Ver a Política de Privacidade*.
Concordar