O Arquivo Histórico Wanda Svevo, mantido pela Fundação Bienal de São Paulo, foi declarado de interesse público e social pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), reconhecimento que reforça a relevância nacional do acervo para a preservação da memória da arte moderna e contemporânea no Brasil.
A declaração representa um novo marco na trajetória do Arquivo Histórico Wanda Svevo, criado em 1955 por Wanda Svevo para apoiar a organização das Bienais de São Paulo ainda no âmbito do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Desde sua origem, o Arquivo foi concebido como espaço de pesquisa, intercâmbio e circulação de conhecimento artístico. O reconhecimento pelo CONARQ soma-se a outras importantes chancelas patrimoniais já recebidas pelo acervo, tombado pelo Condephaat em 1993 e pelo Conpresp em 2017, ampliando agora, em esfera federal, a proteção pública do conjunto documental.
Atualmente, o Arquivo Histórico Wanda Svevo reúne os fundos documentais Francisco Matarazzo Sobrinho, Museu de Arte Moderna de São Paulo e Fundação Bienal de São Paulo, além de coleções de dossiês de artistas, temas de arte e uma biblioteca especializada. O conjunto preserva centenas de milhares de documentos textuais, iconográficos, audiovisuais e digitais, testemunhando não apenas a história da Bienal de São Paulo, mas também processos curatoriais, redes internacionais de circulação artística, políticas culturais e transformações do sistema da arte ao longo de mais de sete décadas.
A trajetória do Arquivo acompanha a própria consolidação institucional da Bienal de São Paulo. Com a criação da Fundação Bienal, em 1962, e a dissolução do MAM-SP no ano seguinte, o acervo documental passou a integrar a nova entidade e recebeu oficialmente o nome de Arquivos Históricos Wanda Svevo, em homenagem à sua idealizadora. Ao longo das décadas, o Arquivo atravessou ciclos de expansão, reorganização e modernização técnica, consolidando-se como uma das principais referências latino-americanas em documentação de arte contemporânea.