• Acessibilidade
      Fonte
    • A+
    • Aa


  • Agenda
  • Busca
  • pt
    • en
  • Bienal
  • fundação
  • bienal a bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • biblioteca
  • Arquivo Histórico
  • 70 anos
  • apoie
  • café bienal
  • transparência
  • relatório de gestão 2022-2023
  • Imprensa
  • contato
  • identidade visual
  • trabalhe conosco
Home Notícias Ciência e humanismo

19 jun 2013

Ciência e humanismo

O que os estudiosos ofereceram como reflexões para o 'Simpósio sobre Ciência e Humanismo', realizado paralelamente à Bienal do Boicote (1969)

Estudiosos ofereceram uma gama de materiais para reflexões durante o “Simpósio sobre Ciência e Humanismo”, evento realizado paralelamente à Bienal do Boicote (10ª edição, em 1969). Na ocasião, a Fundação Bienal “procurou estender seu raio de ação, trazendo a debate os temas mais complexos e importantes do nosso tempo, assim como encontrar uma saída para as dificuldades de conciliação entre os vários domínios da cultura, especialmente esses, da ciência e do humanismo”. (Anais do Simpósio sobre Ciência e Humanismo, 1971). A comissão que organizou e dirigiu o Simpósio constituiu-se de membros como Sergio Buarque de Holanda, Zeferino Vaz e João de Scantimburgo.


Estruturas efêmeras em forma de oca foram construídas para abrigar o simpósio e exposições colaterais durante a 10ª Bienal (1969)

Com efeito, a ciência da natureza é estruturalmente idêntica à criação artística. E as artes começam a aplicar os métodos rigorosos que caracterizavam as ciências antigamente. – Vilém Flusser

O resumo da comunicação do filósofo Vilém Flusser, encontrado na documentação do Simpósio, apesar de escrito há mais de quatro décadas, inspira o contexto contemporâneo, a saber no extrato abaixo:

“A ciência e o humanismo surgiram, simultaneamente, no Renascimento, como consequência da divisão sujeito/objeto. Quando, virada do homem contra o mundo que é o Renascimento, o homem se tomou por sujeito do mundo, e o mundo passou a ser seu objeto, surgiram duas disciplinas: a ciência da natureza como investigação do objeto, e o humanismo como investigação do sujeito.

A história moderna é a explicitação dessa divisão que agora sabemos nefasta. A idade moderna esta sendo superada, pois tanto a ciência quanto o humanismo estão em crise. A crise é a explicitação da divisão fundamental, uma explicitação que prova ser ela insustentável. O avanço das ciências torna patente que o sujeito não pode ser rigorosamente distinguido do objeto, e que a observação influi no observador. E o humanismo, embora não se tenha desenvolvido paralelamente, entra em crise, porque o próprio homem enquanto sujeito do mundo passa a ser duvidado. […]

A crise que ameaça não apenas a continuação da cultura, mas inclusive a sobrevivência da humanidade, pode ser superada apenas por mudança radical do ponto de vista. E na prática, ela implica em integração de ciência e humanismo. […]

O interesse da nossa geração não está mais dividido entre a natureza (campo da ação progressiva da técnica), e o homem (campo dos valores), mas concentra-se sobre a relação entre ambos, na qual ação e valor passam a ser aspectos complementares. […]

Com efeito, a ciência da natureza é estruturalmente idêntica à criação artística. E as artes começam a aplicar os métodos rigorosos que caracterizavam as ciências antigamente. É que a realidade não é mais exclusivamente do domínio da ciência, e simultaneamente problematiza-se a realidade à qual a ciência diz respeito. Com efeito, o real é para nós, exatamente aquilo sobre o que incidem e convergem tanto ciência quanto humanismo.”

Leia também


Acessar +bienal
Uma grande escultura que lembra um tronco de árvore com raízes, feita de longas tiras de tecido suspensas em tons de marrom, laranja e amarelo. Em sua base, várias pedras naturais estão dispostas sobre pequenas placas escuras no piso de concreto de uma galeria.
Vista de Terra viva, de Marlene Almeida, durante a 36ª Bienal de São Paulo© Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
23 jul 2026

Terra viva: entrevista com Marlene Almeida

Amostras de terra coletadas em diferentes regiões brasileiras são processadas como pigmentos ou mantidas brutas em uma espécie de laboratório. Uma escultura composta por longas faixas de tecido tingidas com pigmentos naturais remete a uma rocha ou um aglomerado de trilhas a serem percorridas. A técnica e a poética são aliadas em Terra viva, de Marlene Almeida, instalação criada especialmente para a 36ª Bienal de São Paulo. A obra agora integra a mostra itinerante da Bienal em Fortaleza. Leia o depoimento da artista.

Saber mais
Foto de pessoas andando por um espaço expositivo com fotos e pinturas.
Vista da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no Museu de Arte Contemporânea de Goiás, em Goiânia© Paulo Rezende / Fundação Bienal de São Paulo
Notícias7 jul 2026

Programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal avança pelo Brasil e chega ao exterior

Com cinco itinerâncias da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática em curso no país, a Fundação Bienal de São Paulo anuncia as próximas etapas do programa, que seguirá por mais seis cidades brasileiras e por três do exterior nos próximos meses, alcançando quinze territórios em 2026.

Saber mais
Uma pessoa com cabelo curto e encaracolado, vestindo uma camisa branca, um colete estampado e calças largas escuras, está em meio a uma instalação de arte. A instalação apresenta inúmeras hastes de metal escuras e retorcidas, semelhantes a raízes ou galhos, que cobrem o chão e se elevam ao redor da pessoa. Cortinas altas, de cor laranja claro, estão ao fundo.
A artista Rebeca Carapiá em frente à sua obra durante o coquetel de abertura da 36ª Bienal de São Paulo© Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
Entrevistas11 jun 2026

Como criar raízes aéreas: entrevista com Rebeca Carapiá

As palmeiras-andantes conhecidas como paxiúbas (Socratea exorrhiza) foram as companheiras de Rebeca Carapiá nos dias que passou ao longo do rio Tupana, na bacia Amazônica. Em aço, carbono e cobre, a artista passou meses fundindo uma floresta de esculturas em torno de uma experiência sobre linguagem, transformação, andança, corpo, vida e morte. Suas obras agora integram a mostra itinerante da 36ª Bienal em Santos. Leia o depoimento completo da artista.

Saber mais

Newsletter

Receba a Newsletter da Bienal

Bienal

  • Fundação
  • Bienal a Bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • Biblioteca
  • 70 anos
  • Arquivo Histórico
  • Apoie
  • Trabalhe conosco
  • Café Bienal
  • Transparência
  • Relatório de Gestão 2022-2023

  • Contato
  • Identidade Visual

Fundação Bienal de São Paulo

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Moema CEP 04094-050 / São Paulo - SP

Contato

+55 11 5576.7600 contato@bienal.org.br

Privacidade
•
Termos de uso
Copyright © 2026 Bienal de São Paulo
Ao clicar em "Concordar", você concorda com uso de cookies para melhorar e personalizar sua experiência, bem como nossa Política de Privacidade. Ver a Política de Privacidade*.
Concordar