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Home Texto Corte climático

9 maio 2025

Corte climático

Para ilustrar a estratégia do corte climático, são apresentados aqui quatro projetos em quatro diferentes regiões climáticas do país.

 

Clima tropical semiárido

Assembleia Legislativa do Estado do Piauí
Teresina, PI, 1984
Arquiteto: Acácio Gil Borsoi
Cobertura: Ariel Valmaggia – Dieste & Montañez S.A.

Características: espaços exteriores arborizados e laje de cobertura do volume de garagem adjacente tratada com espelho d’água para reduzir a carga térmica da ventilação natural por evaporação, fachadas porticadas equipadas de grelhas para proteção contra a incidência do sol nas fachadas, cobertura de cerâmica armada abobadada conformando canais de ventilação cruzada que permitem descarregar termicamente o telhado principal, associando ainda grandes beirais e estrutura primária independente de pé-direito duplo formando elementos de proteção ao sol das fachadas e lajes dos volumes internos, circulação de distribuição exteriorizada para reduzir a necessidade de climatização artificial aos espaços de trabalho e maior permanência.

 

Clima tropical úmido oceânico

Edifício para a Faculdade Nacional de Arquitetura
Rio de Janeiro, RJ, 1957
Arquiteto: Jorge Machado Moreira; equipe do ETUB / ETUB team / équipe ETUB
Paisagismo: Roberto Burle Marx

Características: tratamento paisagístico do entorno com estratégia de plantio e espelhos d’água, estrutura construtiva primária exteriorizada nas fachadas atuando como elemento de proteção ao sol das esquadrias equipadas de aberturas altas, pé-direito duplo apenas compartimentado pelas paredes internas da circulação central longitudinal equipadas de grelhas superiores vazadas e por elementos da ordem do mobiliário fixo (estantes-divisórias) que proporcionam ventilação cruzada e iluminação natural em profundidade.

 

Clima subtropical temperado

Edifício residencial FAM
Porto Alegre, RS, 1964
Arquitetos: Carlos Maximiliano Fayet, Cláudio G. Araújo, Moacyr Moojen Marques

Características: entorno com recuos frontal e laterais, ditados por norma urbanística, para garantir a incidência solar no inverno, ventilação no verão, soluções dinâmicas para um clima composto e envolvente equipada com diferentes dispositivos para controle da insolação, iluminação e ventilação natural em função da orientação (venezianas móveis para ajuste da proteção solar em função das estações mais marcadas e vãos de janela com lightshelf), organização interna definida de acordo com a orientação em relação à incidência do sol e favorecimento da ventilação cruzada, estrutura resistente com vigas invertidas e pilares delgados articulados ao sistema climático.

 

Clima equatorial úmido amazônico

Conjunto da Universidade Federal do Amazonas – UFAM
Manaus, AM, 1973
Arquiteto: Severiano Mario Porto

Características: preservação do entorno florestal com organização pavilhonar, vãos e leveza da estrutura metálica esbelta, telhado duplo ventilado, fachadas sombreadas e protegidas por grandes beirais, esquadrias favoráveis à ventilação cruzada e compartimentação interna muito reduzida com os espaços de circulação e distribuição exteriorizados de modo a reduzir a ocorrência de obstrução à ventilação natural.

 

Desenho: Lucas Freitas, Lucas Bandeira, Marcela Peres

 

Essa é uma das estratégias apresentadas no segundo ato da exposição (RE)INVENÇÃO, com curadoria de Luciana Saboia, Matheus Seco e Eder Alencar, do grupo Plano Coletivo, que ocupa o Pavilhão do Brasil durante a 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia. Para conferir todas as estratégias, confira a publicação digital da mostra.

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