• Acessibilidade
      Fonte
    • A+
    • Aa


  • Agenda
  • Busca
  • pt
    • en
  • Bienal
  • fundação
  • bienal a bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • biblioteca
  • Arquivo Histórico
  • 70 anos
  • apoie
  • café bienal
  • transparência
  • relatório de gestão 2022-2023
  • Imprensa
  • contato
  • identidade visual
  • trabalhe conosco
Home Notícias Dias de Estudo Cuiabá

18 maio 2016

Dias de Estudo Cuiabá

Um índio descerá de uma estrela colorida, brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul
Na América, num claro instante
(…)
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio
(Caetano Veloso)

Aqui estamos, em tempo e espaço de suspensão, diante desses povos indígenas, aqui representados por um índio, ser exterminado que regressa sob a forma de saber e luz.  O que revela a nós, o que seria esse óbvio que esteve sempre oculto? A partir da terra de caboclos, do cerrado, das águas, do coração geodésico da América do Sul, que vem a ser também a terra da monocultura de soja, dos solos esgotados, das grandes fazendas de pastos bovinos, das espécies desaparecidas, dos índios sempre sob ameaça de genocídio, dos conhecimentos esquecidos, pretendemos discutir extinção. Essa palavra, abundante nos relatos do presente e do futuro como realidade ou iminente ameaça, deve ser entendida como gancho para uma abordagem que as compreende de forma complexa e que recusa a ultra-especialização que contrapõe desenvolvimento e preservação, arte e ciência, cultura e natureza.

Cuiabá, com seus arredores, aparece aqui como lugar simbólico e como polo aglutinador de uma série de questões que animam as pesquisas poéticas e políticas da 32ª Bienal de São Paulo. A partir da história dessa terra e de seu importante patrimônio natural e cultural, pretendemos discutir de forma interdisciplinar as ideias de extinção e preservação, tendo como referência o cerrado, a tradição dos povos indígenas e o legado de uma cidade como Cuiabá. Não apenas por se constituir como bioma-chave para entender o impacto das mudanças climáticas, numa escala global, e a fragilidade que ameaça a grande diversidade biológica, o cerrado é nascedouro da água e território onde situam-se ou situaram-se importantes povos indígenas e comunidades tradicionais, como local emblemático para problematizar as formas de ocupação humana e o ambiente natural. Mesmo padecendo de uma história de extração e espoliação, do garimpo à soja, do desmatamento ao extermínio, esse terreno resiste em sua potência criativa e criadora. Entendemos, assim, que esses temas informam de maneira contundente as mais urgentes discussões travadas nos dias de hoje e que não devem ser encantoadas em nichos de especialização alienantes, como se os assuntos da ordem da natureza não dissessem respeito à cultura, como se ciência não estivesse intimamente ligada à arte e como se a vida social fosse antagonista do natural. Com essa série de encontros e debates, pretendemos trazer para Cuiabá diferentes visadas sobre os temas da extinção e preservação, que incorporem pontos de vista e ações de caráter artístico, científico, poético e político.

Os encontros previstos buscam reunir agentes com diferentes modo de atuação, que possam partilhar sua experiência e integrar um diálogo. Para além de identificar o contorno dos problemas tratados, debatendo sobre um panorama contemporâneo de questões socioambientais, esses encontros têm como intuito lançar-nos em ideias e proposições para o porvir.

  

Dias de Estudo Cuiabá: Encontro performativo – “Pactuar com o futuro”

Sábado, 21 de maio, às 16h
Instituto de Linguagens UFMT – segundo piso, sala M
Av. Fernando Correa da Costa, nº 2367, Bairro Boa Esperança, Cuiabá

A partir de Cuiabá e de seu patrimônio natural e cultural, a 32ª Bienal de São Paulo convida a discutir a extinção, como realidade ou iminente ameaça para o cerrado e seus povos indígenas. Entendendo a cultura como parte das questões socioambientais, nesta atividade os debates têm o intuito de pensar sobre o que é possível e preciso para criar outros mundos e futuros.

  

Participantes

Ações
Bené Fonteles, artista
Tetê Espíndola, cantora e compositora
Joca Reiners Terron, poeta e escritor

Participam também Alvaro Tukano, Gabi Ngcobo, Larissa Silva Freire, Ludmila Brandão, Mario Friedlander, Jochen Volz, Júlia Rebouças, Lars Bang Larsen, Naine Terena, Pedro de Niemeyer Cesarino, Rodrigo Nunes e Sofía Olascoaga.

Leia também


Acessar +bienal
Foto de pessoas andando por um espaço expositivo com fotos e pinturas.
Vista da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no Museu de Arte Contemporânea de Goiás, em Goiânia© Paulo Rezende / Fundação Bienal de São Paulo
Notícias7 jul 2026

Programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal avança pelo Brasil e chega ao exterior

Com cinco itinerâncias da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática em curso no país, a Fundação Bienal de São Paulo anuncia as próximas etapas do programa, que seguirá por mais seis cidades brasileiras e por três do exterior nos próximos meses, alcançando quinze territórios em 2026.

Saber mais
Uma pessoa com cabelo curto e encaracolado, vestindo uma camisa branca, um colete estampado e calças largas escuras, está em meio a uma instalação de arte. A instalação apresenta inúmeras hastes de metal escuras e retorcidas, semelhantes a raízes ou galhos, que cobrem o chão e se elevam ao redor da pessoa. Cortinas altas, de cor laranja claro, estão ao fundo.
A artista Rebeca Carapiá em frente à sua obra durante o coquetel de abertura da 36ª Bienal de São Paulo© Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
Entrevistas11 jun 2026

Como criar raízes aéreas: entrevista com Rebeca Carapiá

As palmeiras-andantes conhecidas como paxiúbas (Socratea exorrhiza) foram as companheiras de Rebeca Carapiá nos dias que passou ao longo do rio Tupana, na bacia Amazônica. Em aço, carbono e cobre, a artista passou meses fundindo uma floresta de esculturas em torno de uma experiência sobre linguagem, transformação, andança, corpo, vida e morte. Suas obras agora integram a mostra itinerante da 36ª Bienal em Santos. Leia o depoimento completo da artista.

Saber mais
Foto da equipe curatorial da 37ª Bienal, que é composta de nove pessoas, todas de pé, uma ao lado da outra, diante do vão central do Pavilhão da Bienal, um prédio branco, com rampas curvadas, uma coluna central e outras laterais. As pessoas são de diversas cores, etnias e idades, e estão todas usando roupas com tons escuros, e sorriem.
Da esquerda para a direita: Rado Ištok, Mayara Carvalho, Amanda Carneiro, Ryan Inouye, Yina Jiménez Suriel, Ana Salazar Herrera, Amanda Tavares, Raphael Fonseca e Léuli Eshrāghi, a equipe curatorial da 37ª Bienal de São Paulo© Camila Tuon / Fundação Bienal de São Paulo
Notícias2 jun 2026

Fundação Bienal de São Paulo anuncia a equipe curatorial da 37ª Bienal de São Paulo

A equipe curatorial formada pelos curadores-chefes Amanda Carneiro e Raphael Fonseca é composta por nove profissionais de todo o globo.

Saber mais

Newsletter

Receba a Newsletter da Bienal

Bienal

  • Fundação
  • Bienal a Bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • Biblioteca
  • 70 anos
  • Arquivo Histórico
  • Apoie
  • Trabalhe conosco
  • Café Bienal
  • Transparência
  • Relatório de Gestão 2022-2023

  • Contato
  • Identidade Visual

Fundação Bienal de São Paulo

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Moema CEP 04094-050 / São Paulo - SP

Contato

+55 11 5576.7600 contato@bienal.org.br

Privacidade
•
Termos de uso
Copyright © 2026 Bienal de São Paulo
Ao clicar em "Concordar", você concorda com uso de cookies para melhorar e personalizar sua experiência, bem como nossa Política de Privacidade. Ver a Política de Privacidade*.
Concordar