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Home Notícias Dossiê Keith Haring

24 out 2011

Dossiê Keith Haring

Dossiê traz documentos da participação do estadunidense Keith Haring na 17ª Bienal (1983)

O estadunidense Keith Haring, considerado o discípulo mais próximo de Andy Warhol, participou da 17ª Bienal (1983). No dossiê do artista consta sua ficha de inscrição e currículo:

Em 1982, com telefones e rádios, computadores e aviões, telejornais e videotapes, satélites e automóveis, os seres humanos continuam tão assustados como há dois mil anos. – Keith Haring

Um recorte do jornal O Globo (26 de julho 1996) apresenta uma matéria sobre o lançamento do Diário de Keith Haring, no mesmo ano. Nele, um depoimento de Haring, em 18 de março de 1982, um ano antes da sua participação na Bienal:

“Tendo nascido em 1958, num mundo de tecnologia televisiva e imediato reconhecimento, sou filho da era atômica. Cresci na América dos anos 60 e aprendi sobre a guerra do Vietnã em revistas como Life. Vi as manifestações de rua pela televisão, numa confortável e segura sala de estar da classe média branca americana. Não acredito em soluções. As coisas estão além do meu controle e de minha compreensão. Não tenho sonhos de mudar o mundo. No entanto, vivo nesse mundo e sou um ser humano. Em 1982, com telefones e rádios, computadores e aviões, telejornais e videotapes, satélites e automóveis, os seres humanos continuam tão assustados como há dois mil anos. Sinto medo da morte.”

Keith Haring morreu em 1990, aos 31 anos, por complicações decorrentes da Aids.


Keith Haring pintando o Pavilhão

“Penso ter nascido para ser um artista. Acredito ter a responsabilidade de viver para isso. Moro agora em Nova York, que creio ser o centro do mundo. Minha contribuição para este mundo é minha habilidade para o desenho. Desenharei tanto quanto puder, tanto quanto for possível. O ato de desenhar é basicamente o mesmo desde os tempos pré-históricos. Permanece como mágica.”, Keith Haring. (do New York Times, em O Globo, 26 de junho de 1996)

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