25 de setembro - 12 de dezembro de 2010 29ª Bienal de São Paulo Há sempre um copo de mar para um homem navegar 159 artistas 40 países 850 obras Sobre Visita virtual Biblioteca Cartaz Fotos Vídeos Plantas Publicações Com novo fôlego promovido por uma Diretoria comprometida com a renovação institucional, a Bienal inaugurou sua 29ª edição com um projeto educativo permanente e uma ampla programação paralela. Privilegiando obras de cunho político, a curadoria de Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos destinou cerca de 400 atividades a seis espaços conceituais intitulados Terreiros, e estabeleceu como tema um verso de um poema de Jorge de Lima: “Há sempre um copo de mar para um homem navegar”. Causou polêmica a instalação Bandeira branca (2010), de Nuno Ramos, com urubus vivos voando pelo vão central do pavilhão, acompanhados por uma montagem de sons do cancioneiro nacional. Presidente da Bienal: Heitor Martins Curadores-chefes: Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos Curadores-convidados: Chus Martinez (Espanha), Fernando Alvim (Angola), Rina Carvajal (Venezuela), Sarat Maharaj (África do Sul/Inglaterra), Yuko Hasegawa (Japão) 29ª Bienal Autoria: André Stolarski, Aninha de Carvalho e Felipe Kaizer “(…) a 29ª Bienal de São Paulo tem a questão política como a principal coordenada de seu plano de navegação. Apresentando o impressionante número de 159 artistas de todos os continentes, a perspectiva curatorial coloca a questão política de uma maneira mais ampla. Essa noção é interpretada no sentido de que toda forma de arte é política já que arte pode modificar a percepção da realidade. (…) A instalação que talvez tenha um grau maior de abordagem política é ‘Arroz e feijão’ (1979/2007) de Anna Maria Maiolino. Trata-se de uma obra criada durante a ditadura brasileira, constituída por uma mesa preta comprida, primorosamente posta para uma refeição. No conjunto de pratos encontramos terra no lugar da comida onde sementes de feijão e arroz, os componentes principais da cozinha brasileira, crescem. A artista debruça-se sobre a questão do nacionalismo promovido pelo governo militar colocando ícones da identidade nacional brotando da terra para alimentar o povo”. MENEZES, Caroline. “Navegação segura, 29ª Bienal de São Paulo”. In 30 x bienal: transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição. Curadoria de Paulo Venâncio Filho. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 2013, p.199 “Para começo de conversa, e como aproximação ao problema, quero lembrar que “Bandeira Branca” não é um trabalho de ecologia, nem eu sou especialista em aves de rapina, assim como “Guernica” de Picasso não é apenas um trabalho sobre a Guerra Civil Espanhola, nem Picasso um historiador. Por isso utilizei os serviços de uma entidade ecológica, o Parque dos Falcões, e obtive, tanto na montagem em Brasília, em 2008, quanto em São Paulo, autorização do órgão legal em meu país para esses assuntos. Ou a lei não vale para todos? Tratar meu trabalho como crime e a mim como criminoso é fazer o que fazia a direita franquista, ao chamar “Guernica” de quadro comunista, ou a aristocracia francesa da segunda metade do século 19, quando ameaçava retalhar a “Olympia”, de Manet, em nome dos bons costumes. O que me foi negado com a criminalização do meu trabalho foi a possibilidade de um sentido – o sequestro, digamos, de qualquer sentido que ele pudesse propor. E é contra isso, mais do que contra a boataria e a calúnia, que escrevo hoje”. RAMOS, Nuno. “Bandeira Branca, amor”. Folha de S. Paulo, Ilustríssima, 17 out. 2010 “As obras que a OAB-SP sugere ocultar [da Bienal] fazem parte da série ‘Inimigos’, de Gil Vicente. São desenhos grandes (2 m por 1,5 m) feitos com carvão, nos quais o artista se retrata assassinando autoridades e figuras públicas. (…) Segundo a OAB-SP, as obras demonstram “desprezo pelo poder instituído, incitando ao crime e à violência”. (…) Pela lógica de seu argumento, o presidente da OAB-SP considera que representar artisticamente um crime equivale a recomendar sua execução. No entanto, retratar um assassinato não significa fazer apologia ao crime. É o espectador quem dará significado aos desenhos de Vicente. A obra de arte é apenas uma representação que adquire valor subjetivo para quem a observa”. PORTO, Alexandre Vidal. “Pedido da OAB-SP é ato assustador de censura”. Folha de S. Paulo, Opinião, 21 set. 2010 29 bienal sp Português / Inglês 2010 Portulano – 29ª Bienal 29 bienal sp Português 2010 Catálogo – 29ª Bienal 29 bienal sp Português 2010 Material Educativo – 29ª Bienal 29 bienal sp Português 2010 Folder-mapa – 29ª Bienal 29 bienal sp Português 2010 Documentação – 29ª Bienal 29 bienal sp Português 1969 Apêndice 10ª Bienal 29 bienal sp Inglês 1969 Catálogo / Catalogue 10ª Bienal Autoria: André Stolarski, Aninha de Carvalho e Felipe Kaizer Partial view of the 29th Bienal featuring Isa Gensken’s installation ‘Strassenfest’ [Street Party] Vão central da 29ª Bienal com vista para a obra de Nuno Ramos, ‘Bandeira Branca’ Anna Maria Maiolino, ‘Arroz e feijão’ [Rice and beans] Alfredo Jaar, ‘The eyes of Gutete Emerita’ [Os olhos de Gutete Emerita] Partial view of the 29th Bienal featuring works by Artur Barrio Detalhe da obra de Nuno Ramos, ‘Bandeira Branca’ The central space of the 29th Bienal featuring Nuno Ramos, ‘Bandeira Branca’ [White flag] Henrique Oliveira, ‘A origem do terceiro mundo’ Alfredo Jaar, ‘The eyes of Gutete Emerita’ Retrato do artista Gil Vicente em frente à obra ‘Autorretrato X – matando Kofi Annan (Série Inimigos)’ Detail of Nuno Ramos, ‘Bandeira Branca’ [White flag] Henrique Oliveira, ‘A origem do terceiro mundo’ [The origin of the third world] Portrait of the artist Gil Vicente in front of the work ‘Autorretrato X – matando Kofi Annan’ [Self-portrait X – killing Kofi Annan] Vista parcial do terreiro ‘Longe daqui, aqui mesmo’, proposto por Marilá Dardot e Fábio Morais Vista parcial da 29ª Bienal. Em destaque, obra de Marcelo Silveira, ‘Tudo certo’ Manfred Pernice, ‘Kubor 1 + 2’. Ao fundo, Henrique Oliveira, ‘A origem do terceiro mundo’ Partial view of the terreiro ‘Longe daqui, aqui mesmo’ [Far away, right here] proposed by Marilá Dardot and Fábio Morais 3º piso da 29ª Bienal com vista para as obras de Gil Vicente, Nuno Ramos e Harun Farocki Partial view of the 29th Bienal featuring Marcelo Silveira, ‘Tudo certo’ [All right] Vista dos ‘Terreiros’ da 29ª Bienal Manfred Pernice, ‘Kubor 1 + 2.’ In the background is Henrique Oliveira, ‘A origem do terceiro mundo’ [The origin of the third world] Vista parcial da 29ª Bienal com a instalação de Isa Genzken, ‘Strassenfest’ [Festa de rua] Third floor of the 29th Bienal featuring works by Gil Vicente, Nuno Ramos and Harun Farocki Anna Maria Maiolino, ‘Arroz e feijão’ View of the ‘Terreiros’ at the 29th Bienal Vista parcial da 29ª Bienal com obras de Artur Barrio #bienalsaopaulo (Relatório de Gestão) 2010-2011 #29bienal (Identidade Visual) 1/2 #29bienal (Identidade Visual) 2/2 #29bienal (Ações educativas) Tão Perto Tão Longe 1/2 #29bienal (Ações educativas) Formação de professores e educadores sociais #29bienal (Ações educativas) Tão Perto Tão Longe 2/2 #29bienal (Ações educativas) CEU e Bienal na Cidade #29bienal (Ações educativas) #29bienal (Educational Activities) English Subtitles #29bienal (Actividades Educativas) Subtítulos en Español #29bienal (Conceito) Registro da obra Arroz e feijão, de Anna Maria Maiolino, na 29ª Bienal de São Paulo, 2010 – © Duas Aguas / Fundação Bienal de São Paulo 10 maio 2023 Cardápio do dia: arroz com feijão e arte contemporânea O coletivo Comer História fala sobre a história do prato mais brasileiro que existe – arroz e feijão – e sua relação com a arte contemporânea. 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Retrato do artista Gil Vicente em frente à obra ‘Autorretrato X – matando Kofi Annan (Série Inimigos)’
Portrait of the artist Gil Vicente in front of the work ‘Autorretrato X – matando Kofi Annan’ [Self-portrait X – killing Kofi Annan]
Partial view of the terreiro ‘Longe daqui, aqui mesmo’ [Far away, right here] proposed by Marilá Dardot and Fábio Morais
Manfred Pernice, ‘Kubor 1 + 2.’ In the background is Henrique Oliveira, ‘A origem do terceiro mundo’ [The origin of the third world]
Registro da obra Arroz e feijão, de Anna Maria Maiolino, na 29ª Bienal de São Paulo, 2010 – © Duas Aguas / Fundação Bienal de São Paulo 10 maio 2023 Cardápio do dia: arroz com feijão e arte contemporânea O coletivo Comer História fala sobre a história do prato mais brasileiro que existe – arroz e feijão – e sua relação com a arte contemporânea. Saiba mais! Saber mais
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