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Home Notícias Nota de pesar pelo falecimento de Danilo Santos de Miranda

30 out 2023

Nota de pesar pelo falecimento de Danilo Santos de Miranda

Registro da abertura da Itinerância da 30ª Bienal de São Paulo na unidade do Sesc Campinas com discurso de Danilo Santos de Miranda
Registro da abertura da Itinerância da 30ª Bienal de São Paulo na unidade do Sesc Campinas com discurso de Danilo Santos de Miranda © Alexandre Nunis / Sesc / Fundação Bienal de São Paulo

No livro em que Danilo Santos de Miranda escreveu ao lado do filósofo Mauro Maldonado, Na base do farol não há luz (2016), há uma frase que lhe interessava especialmente: “Nós não somos donos do mundo, nós pegamos o mundo emprestado de nossos filhos”. A frase refere-se à noção de educação e cultura como partes essenciais do desenvolvimento humano, pensamento este que Miranda levou a todas as instituições que geriu, participou, acompanhou ou aconselhou:

“Essa visão da educação, da transmissão para os nossos pósteros de um legado, mesmo que não sejam diretamente nossos descendentes, um compromisso social com a futura geração, é algo que está inerente à condição do ser humano quando percebe o seu papel” – contou em entrevista ao Sesc SP, em 2022.

Falecido neste domingo (29), aos 80 anos, Danilo Santos de Miranda foi um nome central para a cultura brasileira, à frente do Sesc SP durante quarenta anos. Sociólogo, filósofo e gestor cultural, Miranda nasceu em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, e deixou o seminário para atuar nos campos cultural, político e social. A partir de 1984, passou a dirigir o Sesc SP, onde trabalhou anteriormente como orientador social. Sob sua gestão, dezenas de unidades do Sesc foram criadas em todo o estado.

A Fundação Bienal de São Paulo está entre as diversas entidades nacionais em que Miranda foi conselheiro administrativo – ao lado de instituições como o MASP, MAM e Itaú Cultural. Sua história com as Bienais de São Paulo esteve intimamente conectada à sua história com a cidade, já que foi um frequentador das Bienais desde a década de 1970 e um grande entusiasta da arte contemporânea como ferramenta de conhecimento do mundo.

Em depoimento ao UOL, em 2006, Miranda afirmou que a Bienal de São Paulo “é exaltação, é celebração, mas é ensino, é proposta de educação, é informação sobre aquilo que a gente não tem”. O apoio de Miranda e do Sesc SP às exposições promovidas pela Fundação Bienal de São Paulo foram fundamentais para que a instituição permaneça, hoje, atuante e conectada com a cultura brasileira.

É difícil pensar a cidade e sua efervescente cultura sem a presença, apoio, sabedoria e acolhimento de Danilo Santos de Miranda. A Fundação Bienal de São Paulo agradece sua inestimável amizade.

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